Rui Costa: revisão de tabela do IR movimentará a economia do país

A ampliação do número de contribuintes isentos de pagar imposto de renda resultará em mais consumo e comércio, beneficiando a economia do país como um todo. A expectativa do governo é que, quando entrar em vigor, a medida be…

A ampliação do número de contribuintes isentos de pagar imposto de renda resultará em mais consumo e comércio, beneficiando a economia do país como um todo. A expectativa do governo é que, quando entrar em vigor, a medida beneficie mais de 20 milhões de pessoas, disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa, nesta quarta-feira (27).

Rui Costa: revisão de tabela do IR movimentará a economia do paísA afirmação foi durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo ele, além de serem compensados pelas alíquotas a serem cobradas de milionários, os valores que deixarão de ser recolhidos terão como destino carrinho de supermercados, feiras livres, alimentos, roupas para filhos, remédio, entre vários outros produtos, ajudando a movimentar ainda mais a economia do país.

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“Ele [o cidadão] vai levar um produto a mais para casa, para melhorar a alimentação de sua família e, eventualmente, ir numa praia e fazer um lazer com filho. Estamos falando do limite da vida digna de uma pessoa”, explicou o ministro.

O governo federal enviou, ao Congresso Nacional, uma proposta que amplia para R$ 5 mil a faixa de isenção total do Imposto de Renda (IR) – um compromisso de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, estão isentos do IR aqueles que têm renda mensal de até R$ 2.824. Segundo a Casa Civil, a proposta apresentada praticamente dobra essa faixa mínima. Além disso, o texto prevê desconto parcial para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.

O projeto de lei prevê também uma tributação mínima para altas rendas, que atingirá 141,4 mil contribuintes (0,13% do total). A compensação virá com uma taxa de até 10% para pessoas com alta renda (a partir de R$ 600 mil por ano) que atualmente não contribuem com o IR, um grupo de 141 mil pessoas e que não contribuem atualmente.

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Tramitação

Na avaliação de Rui Costa, a tramitação desta matéria no Congresso Nacional deverá ser feita a tempo de começar a vigorar já em 1º de janeiro de 2026, mesmo com alguma dificuldade criada pela oposição.

Ele diz ser natural que a oposição atue para dificultar a vida do governo.

“Isso acontece no mundo todo e, às vezes, ganha até irracionalidade, [a ponto de ao] prejudicar o governo prejudicar as pessoas”, disse ele ao reiterar que o propósito da revisão da faixa de isenção visa “apenas um país mais justo e menos desigual onde pessoas que ganham menos tenham um mínimo de dignidade”, explicou.

Perguntado sobre as queixas de alguns prefeitos, de que a mudança da faixa poderia causar problemas para as contas de alguns municípios, o ministro foi enfático:

“Essa lógica não faz sentido algum”, inclusive pelo fato de há muito tempo não se corrige a tabela de Imposto de Renda – algo que sempre é cobrado pela sociedade, em especial pela classe média e imprensa.

Se assim fosse, ao longo da história do Brasil toda vez que se modificar a tabela de IR, teria de se compensar os municípios. Assim como a União, o município e o estado recebem aquilo que é tributável”, argumentou.

Socorro e investimento

Rui Costa acrescentou que o governo federal tem ajudado de diversas outras formas estados e municípios.

Ele citou as ajudas a estados que passaram por situações emergenciais.

“Foram transferidos R$ 109 bilhões ao Rio Grande do Sul, por exemplo. Foi o maior investimento da história do Brasil,  feito por um presidente a um estado”.

Citou também a capital do Pará, que receberá, em novembro, a COP30.

“Belém também está recebendo o maior investimento federal de sua história. Isso se estenderá para a infraestrutura do estado”, acrescentou ao citar, entre os exemplos, o cabo de conexão de internet que passará pelos rios da região, possibilitando investimento de empresas que só se instalam onde há capacidade de conexão.

 

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eSocial: consulta da Qualificação Cadastral em lote está suspensa desde o dia 16

A funcionalidade de Consulta da Qualificação Cadastral em lote do eSocial está temporariamente suspensa desde o último sábado, 16 de agosto de 2025. A paralisação foi confirmada pelo ambiente oficial do sistema, que orienta os empregadores a utilizarem uma alternativa para validar os dados de seus trabalhadores. A consulta em lote é uma etapa importante […]

A funcionalidade de Consulta da Qualificação Cadastral em lote do eSocial está temporariamente suspensa desde o último sábado, 16 de agosto de 2025. A paralisação foi confirmada pelo ambiente oficial do sistema, que orienta os empregadores a utilizarem uma alternativa para validar os dados de seus trabalhadores.

eSocial: consulta da Qualificação Cadastral em lote está suspensa desde o dia 16A consulta em lote é uma etapa importante para garantir que as informações cadastrais dos trabalhadores estejam corretas antes do envio de eventos ao eSocial, evitando rejeições ou inconsistências. Com a suspensão da ferramenta, empresas e profissionais de contabilidade devem recorrer, temporariamente, à consulta pública do Comprovante de Situação Cadastral no CPF, disponibilizada pela Receita Federal.

Essa alternativa está disponível no endereço:
https://servicos.receita.fazenda.gov.br/servicos/cpf/consultasituacao/consultapublica.asp

Segundo o governo federal, a ferramenta é de acesso público, não exige certificado digital e é suficiente para qualificar as informações do trabalhador no momento do registro de eventos no sistema do eSocial.

Enquanto a consulta em lote permanece indisponível, a recomendação é que empregadores redobrem a atenção ao validar os dados cadastrais de seus colaboradores individualmente, evitando atrasos e retrabalho no cumprimento das obrigações acessórias. Ainda não há previsão oficial para o restabelecimento do serviço suspenso.

Fonte: Fenacon

Dicas de Administração para Empreendedores Iniciantes: Como Dar os Primeiros Passos com Sucesso

No mundo dos negócios, administrar uma empresa pode ser um desafio, especialmente para quem está começando. O sucesso de uma nova empresa depende muito de uma boa administração e planejamento. Neste post, vamos apresentar dicas valiosas de administração que ajudarão você a estruturar seu negócio da melhor forma possível e a evitar erros comuns cometidos por iniciantes.

Dicas de Administração para Empreendedores Iniciantes: Como Dar os Primeiros Passos com Sucesso Para quem está começando, o primeiro passo fundamental é definir um plano de negócios claro e objetivo. Esse plano servirá como um mapa para guiar suas decisões e permitir que você visualize suas metas de curto e longo prazo. Um bom plano de negócios deve incluir a descrição da empresa, análise de mercado, estratégias de marketing e projeções financeiras. Dessa forma, você estará mais preparado para enfrentar os desafios que surgirem.

Além disso, é essencial manter um controle financeiro rigoroso. Isso significa monitorar entradas e saídas, categorizar despesas e entender profundamente a saúde financeira do seu negócio. Uma ferramenta de gestão financeira, como um software de contabilidade, pode facilitar esse processo, tornando mais simples o acompanhamento do fluxo de caixa e a gestão de despesas. Com esse controle, você evitará surpresas desagradáveis no final do mês e poderá tomar decisões informadas.

Outra dica importante é a gestão de tempo. Para empreendedores, o tempo é um recurso valioso. É recomendável utilizar metodologias como o Time Blocking ou ferramentas de produtividade que ajudem a organizar suas tarefas diárias. Defina prioridades e estabeleça prazos realistas para garantir que você avance constantemente em seus objetivos. Essa organização evitará a sobrecarga e permitirá que você mantenha o foco no que realmente importa para o seu negócio.

A comunicação é um pilar vital na administração de uma empresa. Certifique-se de que sua equipe esteja sempre bem informada sobre as metas, expectativas e mudanças. Incentivar um ambiente de feedback aberto estimula a colaboração e a inovação dentro da equipe. Realizar reuniões regulares e utilizar plataformas de comunicação eficazes pode aumentar consideravelmente a produtividade e o engajamento dos colaboradores.

Finalmente, nunca subestime o poder do networking. Estabelecer connexões com outros empresários e profissionais do seu setor pode abrir portas para oportunidades inesperadas e parcerias valiosas. Participar de eventos, feiras e conferências é uma excelente maneira de expandir sua rede de contatos e trocar experiências que podem contribuir para o crescimento do seu negócio.

Seguir essas dicas de administração é crucial para quem está começando e deseja construir uma base sólida para sua empresa. Com planejamento, controle financeiro, gestão do tempo, comunicação eficaz e networking, você estará mais preparado para enfrentar os desafios do empreendedorismo e alcançar seus objetivos. Lembre-se: cada decisão conta e cada passo dado é um investimento no futuro do seu negócio.

Autor: RodrigoStudio.com.br

Taxa média de juros fica em 31,4% ao ano em julho

As taxas médias de juros ficaram, praticamente, estáveis no mês de julho deste ano. Na média de todas as contratações – crédito livre e direcionado, para famílias e empresas – o juro chegou a 31,4% ao ano, no mês passado

As taxas médias de juros ficaram, praticamente, estáveis no mês de julho deste ano. Na média de todas as contratações – crédito livre e direcionado, para famílias e empresas – o juro chegou a 31,4% ao ano, no mês passado, com variação negativa de 0,2 ponto percentual (p.p.). Ainda assim, a taxa está em nível mais elevado, com aumento de 3,6 p.p. em 12 meses, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo Banco Central (BC).

Taxa média de juros fica em 31,4% ao ano em julhoComo esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação.

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O Banco Central justifica a manutenção da taxa em alta com a necessidade de esfriar a demanda e conter a inflação, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos e os preços caiam. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será em setembro e a previsão é que a taxa fique em 15% ao ano, pelo menos, até o fim de 2025.

As estatísticas mostram que, da mesma forma, o spread bancário apresentou certa estabilidade no mês. Ele mede a diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e as taxas médias aos clientes e ficou em 20,3 p.p., com retração de 0,2 p.p. no mês e incremento de 1,7 p.p. em 12 meses.

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Crédito livre

Nas novas contratações de crédito para as famílias, a taxa média de juros livres atingiu 57,7% ao ano, com recuo de 0,7 p.p. no mês e alta de 5,5 p.p. em 12 meses. A redução mensal refletiu reduções de 4 p.p. em crédito pessoal não consignado e de 0,8 p.p. em cartão de crédito parcelado, bem como pelo aumento da participação do cartão de crédito à vista na composição do crédito livre às pessoas físicas.

Por outro lado, o juro das operações de cartão de crédito rotativo subiu 6,1 p.p. no mês e 14,4 p.p. em 12 meses, para 446,6% ao ano. A modalidade é uma das mais altas do mercado.

O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando se paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito ─ usando a parcela mínima, por exemplo. Ou seja, nesse momento, o cliente contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

Nas contratações para as empresas, a taxa média do crédito livre ficou em 25% ao ano, com altas de 0,7 p.p. no mês e aumento de 3,9 p.p. em 12 meses.

Crédito direcionado

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoa física ficou em 11,2% ao ano em julho, com variação de 0,1 p.p. para cima em relação ao mês anterior e alta de 1 p.p. em 12 meses. Para empresas, a taxa caiu 0,5 p.p. no mês e aumentou 2,2 p.p. em 12 meses, indo para 13,6% ao ano.

Saldos das operações

Em julho, as concessões de crédito chegaram a R$ 644,1 bilhões. Nas séries sazonalmente ajustadas, elas recuaram 0,3% no mês, com redução de 2% nas operações com pessoas jurídicas e expansão de 2,5% com as famílias. Em 12 meses, as concessões nominais cresceram 12,3%, com altas de 9% nas operações com empresas e de 15,9% com pessoa física.

Com isso, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 6,715 trilhões, um crescimento de 0,4% em relação a julho. Esse resultado decorreu, basicamente, do incremento de 0,6% no crédito destinado às famílias, total de R$ 4,173 trilhões, atenuado, em parte, pela contração de 0,1% no crédito às empresas, que somou R$ 2,542 trilhões

Já o crédito ampliado ao setor não financeiro ─ que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de títulos ou dívida externa) ─ alcançou R$ 19,527 trilhões, com aumento de 0,9% no mês, refletindo principalmente os acréscimos de 0,7% nos títulos públicos de dívida, de 0,4% nos empréstimos do SFN e de 2,3% nos empréstimos externos, estes últimos influenciados pela depreciação cambial de 2,66% no período.

Em 12 meses, o crédito ampliado cresceu 10,5%, com avanços nos títulos públicos de dívida (11,7%), nos empréstimos do SFN (10,1%) e nos títulos privados de dívida (18,5%).

Endividamento das famílias


Brasília (DF) 15/03/2024 – Comprometimento da renda ficou em 27,6% em junho. Foto-arquivo: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

Segundo o Banco Central, a inadimplência ─ atrasos acima de 90 dias ─ mantém-se estável há bastante tempo, com pequenas oscilações, registrando 3,8% em julho. Nas operações para pessoa física, situa-se em 4,5% e, para pessoa jurídica, em 2,5%.

O endividamento das famílias ─ relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses ─ ficou em 48,7% em junho, redução de 0,2% no mês e aumento de 1% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 30,5% no sexto mês do ano.

Já o comprometimento da renda ─ relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período ─ ficou em 27,6% em junho, com variação de 0,1% para baixo na passagem do mês e alta de 1,3% em 12 meses.

Os dois últimos indicadores são apresentados com a maior defasagem do mês de divulgação, pois o BC usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Receita Federal intensifica ação para regularização de obras em todo o país

A Receita Federal iniciou novo ciclo de envio de “Aviso para Regularização de Obras”, direcionado a contribuintes responsáveis por construções civis cadastradas no Cadastro Nacional de Obras (CNO) a partir de 2021. Foram expedidas 16.338 correspondências, sendo 6.220 destinadas a pessoas físicas e 10.118 a pessoas jurídicas, abrangendo todos os estados do país.

A Receita Federal iniciou novo ciclo de envio de “Aviso para Regularização de Obras”, direcionado a contribuintes responsáveis por construções civis cadastradas no Cadastro Nacional de Obras (CNO) a partir de 2021.

Foram expedidas 16.338 correspondências, sendo 6.220 destinadas a pessoas físicas e 10.118 a pessoas jurídicas, abrangendo todos os estados do país. Além do envio pelos Correios, os avisos também podem ser consultados na caixa postal do Portal e-CAC, onde os contribuintes têm acesso à íntegra da comunicação e à verificação de sua autenticidade.

Receita Federal intensifica ação para regularização de obras em todo o paísPrazo para regularização

Os contribuintes têm até 30 de setembro de 2025 para realizar a regularização, seguindo as instruções disponibilizadas na correspondência. Todos os procedimentos devem ser feitos exclusivamente por meio do Portal e-CAC.

Consequências do não atendimento

Encerrado o prazo, os responsáveis por obras que não efetuarem a regularização estarão sujeitos à seleção manual e individualizada para abertura de procedimento fiscal, com possibilidade de lavratura de auto de infração.

Estratégia de conformidade cooperativa

A iniciativa faz parte da estratégia de incentivo à conformidade da Receita Federal, que busca oferecer oportunidade para que contribuintes corrijam espontaneamente eventuais pendências antes da instauração de medidas de ofício.

 

Fonte: Receita Federal

Desvendando os Regimes Tributários: Qual o Melhor para Sua Empresa?

Quando se trata de administrar uma empresa, entender as diferenças entre os regimes tributários é fundamental para garantir a saúde financeira do seu negócio. No Brasil, existem três principais regimes: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real, cada um com suas características únicas e vantagens. Neste artigo, vamos explorar essas diferenças e ajudar você a escolher o regime mais adequado para a sua empresa.

Desvendando os Regimes Tributários: Qual o Melhor para Sua Empresa? O Simples Nacional é um dos regimes mais buscados por pequenas e médias empresas. Ele unifica a cobrança de impostos federais, estaduais e municipais, oferecendo uma alíquota reduzida baseada no faturamento. Além disso, a burocracia é menor neste regime, permitindo que os empresários dediquem mais tempo à gestão do negócio em vez de enfrentarem processos tributários complexos. No entanto, é importante verificar se a sua empresa se encaixa nas faixas de receita para poder optar por este regime.

Por outro lado, o Lucro Presumido é uma alternativa interessante para empresas que não desejam seguir as regras do Simples Nacional, mas que também não têm o porte necessário para optar pelo Lucro Real. Neste regime, a tributação é baseada em uma margem de lucro presumida, o que pode facilitar a previsão de tributos. Entretanto, é vital que o empresário saiba calcular corretamente essas margens para evitar surpresas no momento da declaração de impostos.

O Lucro Real é indicado para empresas de grande porte ou que possuem margens de lucro variáveis e que, portanto, necessitam de um controle mais rigoroso da sua contabilidade. Esse regime exige que a empresa mantenha uma escrituração contábil completa e detalhada, possibilitando a compensação de prejuízos em exercícios anteriores. Embora muitos vejam a complexidade do Lucro Real como um desafio, ele pode ser vantajoso para empresas que operam com margens de lucro menores.

Além das características específicas de cada regime, é importante considerar como a escolha pode impactar a sua carga tributária. Uma consultoria contábil especializada pode ajudar a realizar um planejamento tributário adequado, analisando as particularidades do seu negócio e apresentando as melhores opções de regime para minimizar os tributos e maximizar os lucros. Essa análise contribui para uma gestão financeira mais eficiente e pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso empresarial.

Em suma, a escolha entre os regimes tributários deve ser feita com cautela e orientação profissional. Conhecer as vantagens e desvantagens de cada um é essencial para adotar a melhor estratégia tributária para sua empresa. Não deixe essa decisão ao acaso; busque a ajuda de um escritório contábil de confiança e garanta que sua empresa esteja sempre otimizada em relação às suas obrigações fiscais.

Autor: RodrigoStudio.com.br

Alterações da Reforma Tributária impactam trabalhador

Celetistas de todo o país podem enfrentar dificuldade no acesso ao crédito fiscal com a entrada em vigor dos novos impostos previstos na Reforma Tributária, aprovada em 2023 e regulamentada no ano passado.

Celetistas de todo o país podem enfrentar dificuldade no acesso ao crédito fiscal com a entrada em vigor dos novos impostos previstos na Reforma Tributária, aprovada em 2023 e regulamentada no ano passado. A partir de janeiro de 2026, o direito ao apoio financeiro dependerá da formalização dos gastos ao longo da cadeia produtiva, conforme o previsto em lei.

Alterações da Reforma Tributária impactam trabalhadorA mudança estabelece a substituição dos atuais PIS/Cofins, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) por um único Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) de natureza dual: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de origem estadual e municipal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido pela União.

Essa nova legislação prevê que, no caso de benefícios concedidos a empregados, como plano de saúde, vale-alimentação e transporte, só será possível aproveitá-los como crédito se estiverem previstos em convenção ou acordo coletivo de trabalho. O que antes era um item de negociação sindical, torna-se uma condição tributária com possibilidade de que as empresas optem por deixar de oferecer os benefícios aos seus trabalhadores ao não enxergarem uma vantagem fiscal.

As mudanças podem levar empresas a reavaliarem ou cortarem esses benefícios. Companhias que não revisarem seus acordos coletivos antes da entrada em vigor dos novos tributos podem perder créditos fiscais que, depois, não poderão mais ser recuperados, como explica a advogada tributarista Patrícia Vargas Fabris. “A maioria dos acordos e convenções coletivas tem validade de até dois anos. Isso significa que, documentos firmados em 2025, que não incluírem determinados benefícios, não permitirão o aproveitamento desses créditos fiscais quando o novo modelo tributário estiver totalmente implantado em 2027”, aponta.

A especialista destaca que a não formalização de um benefício em norma coletiva pode transformar esses acordos em um “passivo oculto”, o que resultaria na perda de um crédito fiscal potencial. Ela explica que o próprio artigo que define a formalização dos gastos também prevê que as despesas com planos de saúde, vale-alimentação, vale-refeição e vale-transporte destinados aos empregados e seus dependentes passam a gerar crédito tributário desde que decorram de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Na prática, isso significa que a empresa continua livre para conceder os benefícios por liberalidade, sem necessidade de norma coletiva. “Entretanto, se a concessão não estiver formalizada em acordo ou convenção coletiva, o gasto será considerado consumo pessoal e não dará direito ao crédito de IBS ou CBS, aumentando o custo tributário da operação. Apenas quando tais benefícios estiverem assegurados em negociação coletiva é que deixarão de ser enquadrados como consumo pessoal e poderão gerar créditos a compensar, reduzindo o impacto financeiro para a empresa”, frisa Fabris.

A advogada aponta que essa alteração traz reflexos importantes nas relações de trabalho, pois as empresas passam a depender da formalização coletiva para viabilizar a recuperação de créditos, o que tende a fortalecer o papel dos sindicatos nas negociações. “Em resumo, a Reforma Tributária não elimina os benefícios trabalhistas, mas altera sua lógica tributária: não é a concessão em si que depende de acordo ou convenção coletiva, mas, sim, a possibilidade de aproveitamento de créditos de IBS e CBS”, conclui.

Mudanças

Aprovada em 2017, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, a reforma trabalhista extinguiu a contribuição obrigatória para sindicatos, o que reduziu a força de muitas entidades no país. No entanto, essa nova regra altera as perspectivas de sustentabilidade financeira para esses sindicatos. A advogada tributarista Sueny Almeida afirma que a negociação formal para os benefícios que gerem crédito fiscal pode abrir espaço para a cobrança de taxas negociais.

“A reforma trabalhista muda o papel dos sindicatos nas empresas, que passam a ter um peso direto sobre o custo tributário. Curiosamente, esse movimento se dá em sentido oposto ao que vinha se consolidando desde 2017, com o próprio mercado sendo forçado a valorizar novamente a negociação coletiva”, aponta.

A alteração na legislação pode acarretar, ainda, em prejuízos para pequenas e médias empresas, que podem ter um um abismo ainda maior diante delas na comparação com as grandes companhias. “As grandes empresas tendem a ter estrutura jurídica e recursos para conduzir negociações coletivas. Mas as pequenas e médias enfrentam maior dificuldade. Muitas sequer possuem histórico de diálogo estruturado com sindicatos”, diz Almeida.

A exigência de formalização pode aumentar custos administrativos, gerar insegurança e, em alguns casos, inviabilizar a manutenção de benefícios, como destaca, ainda, a especialista. “O risco é de uma assimetria: trabalhadores de grandes companhias conseguem preservar seus planos e vales, enquanto os de empresas menores ficam desassistidos, ampliando desigualdades no mercado de trabalho”, acrescenta.

A advogada trabalhista Elisa Alonso afirma que o desafio será maior para as pequenas e médias empresas. Além da exigência de formalizar benefícios em acordos ou convenções coletivas pode gerar aumento de custos administrativos e a necessidade de participação em negociações complexas, também há o risco de conflitos com sindicatos.

“Se mantiverem benefícios sem respaldo formal, as empresas ficam expostas a fiscalizações e impossibilidade de usufruto dos créditos fiscais vinculados ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), o que, por consequência, pode comprometer sua competitividade. Por isso, muitas vezes, será necessário que essas empresas se organizem de forma conjunta, buscando negociações setoriais que permitam equilibrar a viabilidade econômica com a preservação dos direitos dos trabalhadores”, destaca.

Fonte: Correio Braziliense

Finanças para Autônomos: Como Organizar Seu Dinheiro e Garantir Sucesso

Nos dias de hoje, muitos profissionais estão optando por trabalhar como autônomos, seja em freelancing, consultoria ou serviços especializados. No entanto, a gestão financeira para autônomos pode ser um desafio. A falta de um salário fixo e a responsabilidade total sobre as finanças exigem um planejamento cuidadoso e estratégico. Este artigo traz dicas valiosas para ajudar você a administrar suas finanças de forma eficiente e garantir sua sustentabilidade financeira no mercado.

Para começar, a primeira dica é estabelecer uma conta bancária separada para o seu trabalho como autônomo. Isso facilita o controle financeiro e ajuda você a entender melhor os fluxos de receitas e despesas. Finanças para Autônomos: Como Organizar Seu Dinheiro e Garantir Sucesso Ao separar suas finanças pessoais das profissionais, você evitará confusões e poderá realizar uma análise mais precisa da sua saúde financeira. Assim, fica mais fácil identificar áreas que precisam de ajustes e melhorar a lucratividade do seu negócio.

Outra estratégia essencial é manter um controle rigoroso das suas despesas. Registre todos os gastos, por menores que sejam, para evitar surpresas no final do mês. Utilize ferramentas digitais, como aplicativos de finanças, que facilitam esse processo e garantem que você tenha uma visão clara sobre suas gastos mensais. Além disso, essa prática é fundamental para calcular corretamente seus impostos e evitar problemas com o fisco.

É importante também criar uma reserva financeira. Como autônomo, sua renda pode variar a cada mês, e ter uma reserva ajudará a lidar com imprevistos, como meses de baixa demanda ou despesas emergenciais. O ideal é acumular o equivalente a pelo menos três meses de despesas fixas. Assim, você poderá continuar suas atividades sem preocupação, mesmo em períodos difíceis.

Não podemos esquecer da importância de se planejar para o pagamento de impostos. Autônomos estão sujeitos a diferentes tributações, e o não pagamento em dia pode resultar em multas e juros. Mantenha-se informado sobre suas obrigações fiscais e, se necessário, busque a ajuda de um contador especializado. Ao fazer isso, você não só evita problemas com a Receita Federal, mas também pode identificar oportunidades de deduções fiscais e otimizar sua carga tributária.

Por último, invista em seu próprio desenvolvimento. Procure por cursos ou workshops que possam melhorar suas habilidades e aumentar seu valor de mercado. Com o tempo, você poderá cobrar preços mais altos pelos seus serviços, melhorando assim suas finanças gerais. A verdade é que o crescimento da sua carreira é diretamente proporcional ao cuidado que você tem com suas finanças.

Seguindo essas dicas para organizar suas finanças como autônomo, você estará preparado para enfrentar os desafios do dia a dia e garantir um futuro financeiro mais seguro e próspero. A gestão financeira eficaz não é apenas uma necessidade, mas uma ferramenta fundamental para o sucesso de qualquer profissional autônomo no mercado atual.

Autor: RodrigoStudio.com.br

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,86%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,95% para 4,86% este ano.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,95% para 4,86% este ano. É a décima terceira redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (25), em Brasília.

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,86%A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

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Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,4% para 4,33%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,97% e 3,8%, respectivamente.

Acima do teto

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em julho, pressionada pela conta de energia mais cara, a inflação oficial divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fechou em 0,26%, sendo o segundo mês seguido de queda nos preços dos alimentos, o que ajudou a segurar o índice. No acumulado em 12 meses, o IPCA alcançou 5,23%, acima do teto da meta de até 4,5%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros  – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, no mês passado, após sete altas seguidas na Selic.

Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,21% para 2,18% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,86%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,87% e 2%, respectivamente.

Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,4%.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,59 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,64.

 

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Quais benefícios que os trabalhadores mais querem receber das empresas? Confira o ranking

Plano de saúde, seguro de vida e participação de lucros. Embora os profissionais encontrem em cada vaga de emprego variados pacotes de benefícios corporativos, oito em cada dez (76%) trabalhadores gostariam de mudanças nos auxílios oferecidos pelas empresas.

Plano de saúde, seguro de vida e participação de lucros. Embora os profissionais encontrem em cada vaga de emprego variados pacotes de benefícios corporativos, oito em cada dez (76%) trabalhadores gostariam de mudanças nos auxílios oferecidos pelas empresas. É o que mostra uma pesquisa da consultoria de soluções em talento Robert Half que ouviu 1.400 profissionais com ensino superior.

Quais benefícios que os trabalhadores mais querem receber das empresas? Confira o rankingEssa não é a primeira vez que a demanda dos funcionários por mudanças nos benefícios apareceu no levantamento. No ano passado, 77% dos trabalhadores deram a mesma resposta.

O poder de escolha também foi apontado na pesquisa: 84% dos funcionários indicaram que gostariam de personalizar o pacote de benefícios conforme suas necessidades. No entanto, somente 21 % disseram que a empresa onde trabalham oferece essa possibilidade.

O levantamento também mostrou quais benefícios aparecem com maior frequência nos pacotes oferecidos pelas empresas e quais são considerados mais importantes pelos trabalhadores.

O bônus acordado (anual, trimestral, mensal) é o benefício que os trabalhadores mais querem. No entanto, é o quinto mais oferecido pelas empresas, ficando atrás de vale-refeição, plano de saúde, assistência odontológica e seguro de vida.

Embora estejam entre os mais desejados pelos trabalhadores, benefícios como incentivo ou reembolso para educação, auxílio-combustível e carro da empresa não aparecem entre os mais oferecidos pelas companhias.

“Os dados mostram um descompasso entre os benefícios oferecidos pelas empresas e o que os trabalhadores realmente valorizam. É fundamental que as organizações continuem a busca por soluções alinhadas à sua realidade para conciliar esses interesses”, argumenta Leonardo Berto, gerente da Robert Half.

Influência dos benefícios

Em relação à importância dos benefícios na permanência dos profissionais nas empresas, a maioria (53%) reconhece a influência direta dos auxílios. Por outro lado, 37% discordam que exista essa influência. Outros 10% não souberam responder.

Entre os desempregados, metade leva os auxílios em conta ao avaliar uma proposta de emprego. Quando os benefícios que consideram essenciais não estão incluídos, ele consideram como saída a negociação de um salário mais alto.

Fonte: Extra