Cultura corporativa: como líderes seniores criam culturas bem-sucedidas

Líderes seniores que investem na construção de uma cultura corporativa forte têm melhores resultados. Veja, no artigo, como eles conseguem esse feito.

A cultura corporativa pode ser a chave para o sucesso ou a condenação ao fracasso de uma empresa. Falando assim, é simples concluir que você precisa trabalhar esse aspecto na sua organização o quanto antes. Mas colocar isso em prática pode ser mais difícil do que se pensa.  

Ao contrário do que se pode imaginar, a cultura corporativa não se limita apenas aos preceitos propagados em conversas ou que fazem parte da missão, visão e valores da empresa. Ela se dá de forma muito mais inconsciente do que se possa imaginar. Ou seja, por meio dos pensamentos compartilhados que impulsionam as ações e atitudes dos colaboradores. E esse é o motivo que torna tão complexa a tarefa de instituir uma nova mentalidade em alguns locais de trabalho. 

Uma pesquisa da Dale Carnegie & Associates se dedicou a entender como líderes seniores lidam com isso, além de conhecer as suas percepções a respeito da cultura organizacional de suas empresas. Eles também foram questionados sobre como suas atitudes reforçam e impactam a construção de uma organização forte. 

Neste artigo, trouxemos os principais resultados e insights fornecidos pelo estudo. Mas, antes de revelá-los, você deve estar se perguntando se é, realmente possível, criar uma cultura corporativa bem-sucedida. É o que discutiremos logo a seguir. Acompanhe. 

É possível criar uma cultura corporativa bem-sucedida? 

Não podemos mentir: em empresas cuja dinâmica organizacional já está bastante arraigada, pode ser que criar uma cultura corporativa forte e bem-sucedida seja mais trabalhoso. Mas veja bem: trabalhoso, não impossível 

Como falamos anteriormente, a cultura se dissemina todos os dias, em todas as interações que acontecem dentro da empresa. Assim, já está incrustada na forma de pensar de todos os colaboradores. Em contrapartida, mesmo sendo uma espécie de “pacto invisível”, pesquisas apontam que funcionários de diferentes áreas dentro de uma organização costumam ter visões diferentes sobre o que ele, realmente, significa. 

Dessa forma, para fortalecer, ou redirecionar, os valores da empresa, é preciso realizar uma mudança profunda na mentalidade. Claro que parece ser uma tarefa hercúlea monitorar o comportamento de todos, mas existe um atalho que apenas os grandes líderes ousam tomar: a mudança da própria postura. 

Gestores bem-sucedidos entendem que as suas atitudes são as principais propagadoras da cultura corporativa. Por esse motivo, focam seus esforços em fazer das suas ações um exemplo para os demais. Entendem que ela se constrói a partir das interações humanas e partem desse princípio para atingir seus objetivos. Eles investem em uma construção de longo prazo todos os dias, nos pequenos gestos. 

Portanto, se você também espera instituir uma cultura corporativa de sucesso na sua empresa, comece definindo as suas metas: quais ações quer reforçar? Deseja modificar alguma? O que espera alcançar com isso?  

Os líderes seniores entrevistados para a pesquisa da Dale Carnegie & Associates, certamente, precisaram responder a essas perguntas antes de colher os resultados apresentados.  

Transformando atitudes e ações: como os líderes seniores criam culturas bem-sucedidas no local de trabalho 

A pesquisa foi realizada com 600 líderes seniores, de 4 países. Além de analisar os dados de todos os participantes, uma pequena parcela se destacou: 21% disseram que consideram sua cultura corporativa excelente. Nesse subconjunto, também foram avaliados os resultados financeiros, taxa de turnover e pontuação de engajamento dos colaboradores. Esse grupo foi, então, chamado de Campeões de Cultura (CC). 

Primeiramente, o estudo perguntou a todos os participantes: o que você considera um desafio para a implantação de uma cultura corporativa forte? Divididos entre os CCs e os demais gestores, os resultados foram: 

  • transparência no local de trabalho: um desafio para 44% dos Campeões de Cultura e para 27% dos outros gestores; 
  • pressão por produtividade: apenas 46% dos líderes CC consideram isso um entrave, contra 50% do outro grupo; 
  • rotatividade do quadro de colaboradores: representa uma dificuldade para 40% dos CCs e 42% dos demais líderes. 

Foram analisadas, também, as atitudes que os entrevistados tomam para fomentar a cultura corporativa e, claro, encontradas diferenças entre os líderes seniores Campeões de Cultura e os demais gestores. Uma das mais significativas foi quando perguntados se acreditam que ela pode ter impacto no desempenho financeiro. Enquanto 92% dos CCs concordam sobre sua importância no atingimento de metas, apenas 58% dos demais dão a mesma relevância. 

Na sequência, foram questionados sobre os impactos da cultura organizacional no engajamento dos colaboradores. Mais uma vez, uma grande discrepância entre os dois universos: enquanto apenas 2% do grupo de alta performance disse que ela tem um impacto leve, moderado ou nulo, 28% dos outros líderes reiteraram esse pensamento. Por fim, quando perguntados se acreditam haver ligação entre a motivação dos funcionários e os resultados financeiros, 92% dos Campeões de Cultura disseram que sim. 

Treinamento: uma ferramenta importante para a criação de uma cultura corporativa forte 

Quando se trata de esforços diretamente relacionados ao engajamento de colaboradores, houve mais semelhanças do que diferenças entre os dois grupos de organizações. De acordo com todos os líderes seniores entrevistados, as três principais coisas que as empresas estão fazendo para melhorar sua cultura são:  

  • fornecer treinamento de desenvolvimento (43%);  
  • melhorar as condições de trabalho (37%); 
  • criar caminhos claros para o progresso na carreira (30%).  

Investir em educação corporativa é uma das maneiras mais eficazes de fazer com que os colaboradores se sintam valorizados pela empresa. Ao tentar fortalecer a cultura corporativa, contar com o apoio de cursos e treinamentos para inserir a equipe na nova realidade aumenta, consideravelmente, as chances de sucesso. 

Fonte: Portal Dale Carnegie.



Fonte: https://portaldalecarnegie.com/cultura-corporativa/

FAPESP e Sebrae-SP vão investir R$ 150 milhões em startups

Agência FAPESP – A FAPESP e o Sebrae-SP firmaram convênio no valor de R$ 150 milhões com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de startups de base científica e tecnológica em todo o Estado de São Paulo.

A expectativa é financiar, por um período de seis anos, cerca de 150 empresas no âmbito do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, e facilitar, com recursos do Sebrae-SP, o seu acesso ao mercado e o desenvolvimento de provas de conceito junto a grandes empresas de tecnologia, além de atendimento especializado.

A parceria prevê o lançamento de dois editais por ano. O primeiro edital, no valor de R$ 25 milhões, lançado ontem (22/07) junto com o anúncio do convênio, apoiará a pesquisa para o de desenvolvimento soluções inovadoras e a sua introdução no mercado. Serão selecionadas até 35 empresas, que contarão com até R$ 1,25 milhão por projeto. O prazo de submissão de propostas se encerra em 19 de outubro de 2021. O edital está disponível em https://fapesp.br/14986.

“A iniciativa agrega expertise ao Sebrae e à FAPESP em uma ação em prol do desenvolvimento de empresas de base tecnológica”, afirmou Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP, na apresentação do edital. “Criar empresas, criar valor, gerar riquezas é de interesse de qualquer país. Mas todos aspiram a ter empresas no mais alto nível de desenvolvimento, as deep techs.”

Oportunidades para empreendedores

O evento de lançamento do convênio FAPESP-Sebrae-SP, em que também foi anunciado o primeiro edital, contou com a presença do vice-governador Rodrigo Garcia, da secretária de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen, e dirigentes das instituições parceiras, além de reitores das três universidades estaduais, pesquisadores e empreendedores. Todos foram testados para a COVID-19 antes de ingressar no auditório da FAPESP.

“Estamos celebrando parceria que é fruto de escolhas que São Paulo fez. Em nenhum momento São Paulo titubeou em ter a ciência como bússola para enfrentar algo inédito em nossa vida”, afirmou o vice-governador, referindo-se à pandemia da COVID-19. “A pandemia reforçou que o apoio à ciência e à pesquisa foi fundamental para São Paulo. Tenho convicção de que as universidades e a FAPESP vão poder compartilhar um bom momento da gestão fiscal do Estado, que propiciará um aumento de receita para o sistema universitário e o sistema de pesquisa.”

“Hoje a ciência e a tecnologia no Estado de São Paulo – contando os investimentos em ensino superior – têm orçamento de mais de R$ 14 bilhões. O investimento em ciência, de R$ 10 bilhões, é 70% do total do Brasil e 80% do total de investimento em tecnologia de ponta no país”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico.

“Enquanto o orçamento da FAPESP aumentou 36% em valor absoluto em dois anos, o nacional caiu para um terço. Há preocupação com outros Estados”, ela continuou, mencionando cortes de recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a queda no volume de bolsas. “Os recursos do FNDCT [Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] seguem contingenciado.”

Ela lembrou que, em 2020, São Paulo cresceu 0,4%, enquanto o país registrou recessão de 4,1%. “Em 2021, o crescimento previsto é de 7,8%, e o setor que mais cresce é o de alta tecnologia”, acrescentou, dando exemplo de investimento recente da Equinor de US$ 8 bilhões na exploração de petróleo na Bacia de Campos, graças à inovação de alta tecnologia.

Para o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, a parceria com o Sebrae ampliará o alcance do PIPE e as oportunidades para os empreendedores de São Paulo levarem os produtos ao mercado. “Somaremos esforços para reforçar o empreendedorismo com um melhor conhecimento do mercado e o aperfeiçoamento dos planos de negócios, aumentando as chances de sucesso de iniciativas inovadoras”, disse. “O programa expande o espectro de ação da FAPESP, sem prejuízo do apoio aos programas tradicionais como, por exemplo, os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), os Projetos Temáticos ou o Auxílio a Jovem Pesquisador”, sublinhou.

A parceria e a chamada se inscrevem na estratégia da FAPESP de apoio à pesquisa orientada à missão, ao lado de chamadas já publicadas, como a dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento, e de editais futuros nas áreas de Educação Básica, e-Gov, saúde, entre outras, completou Zago.

“O PIPE tem sido redesenhado para incorporar componentes novos. A parceria com o Sebrae-SP permitirá atuar num mercado em que ainda não atuamos. Apesar da formidável expansão do mercado de venture capital nos últimos dois anos, as pequenas empresas de base tecnológica não se beneficiaram disso, já que é impossível fazer valuation de empresas que não têm ativos tangíveis e ainda não estão faturando”, afirmou Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP.

Ele adiantou que a parceria com o Sebrae-SP irá se desdobrar no futuro próximo, no contexto do empréstimo do BID para a Desenvolve SP, em iniciativa com foco na inovação a ser implementada junto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o Sebrae e a FAPESP.

De acordo com o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Wilson Poit, a parceria com a FAPESP vai apoiar startups em todo o Estado. “O Sebrae vai ajudar, principalmente em vendas. Vamos tirar projetos inovadores dos laboratórios e levar ao cliente final.”

Também esteve presente ao evento a vice-presidente da ABStartup, Ingrid Barth. O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, Tirso Meirelles, cumprimentou virtualmente os participantes.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Projeto proíbe cobrança por acesso a notícias de caráter público na internet

Seria garantido o livre acesso a informações relativas aos direitos dos cidadãos

O Projeto de Lei 2029/21 proíbe a cobrança de assinatura mensal ou diária para acesso a notícias de caráter público na internet. A proposta acrescenta a medida ao Marco Civil da Internet. O texto, do deputado Bosco Costa (PL-SE), tramita na Câmara dos Deputados.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O parlamentar lembra que, entre os princípios que regem a rede de computadores, estão a acessibilidade, a universalidade e a igualdade, além da justiça social. Daí a importância de garantir o livre acesso a informações relativas aos direitos dos cidadãos.

Bosco Costa observa que recentemente, entretanto, a leitura de jornais online tem sido condicionada ao pagamento de assinatura, assim como blogs e revistas eletrônicas.

“A cobrança de valores associados a uma notícia pode ser viável, desde que o conteúdo não integre informações de natureza pública, como campanhas de vacinação, políticas de recadastramento de idosos e programas para regularização de documentos”, exemplifica o autor.

Tramitação A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

Transformação digital, um caminho sem volta para os pequenos negócios

Nos próximos dois anos, os pequenos negócios afetados pelo novo coronavírus devem retomar suas atividades usando ainda mais a tecnologia.

Pela avaliação do presidente do Sebrae, Carlos Melles, durante o Futurecom Digital Summit, a inovação é um caminho sem volta

Nos próximos dois anos, os pequenos negócios afetados pelo novo coronavírus devem retomar suas atividades usando ainda mais a tecnologia. A avaliação foi feita pelo presidente do Sebrae, Carlos Melles, durante o Futurecom Digital Summit, no painel “Três anos de Transformação Digital em três meses: Como será a Sociedade do ponto de vista de saúde, educação, econômico e social em 2022?”. O evento, realizado nesta quinta-feira (2), pela internet, teve como tema central o mundo além da pandemia, com a participação de vários players do mercado de telecomunicações, tecnologia, agronegócios, indústria 4.0, entre outros.

“Certamente em 2022 os negócios não serão iguais aos atuais. O digital ganhará mais espaço e o comércio e os serviços serão os maiores impactados”, observou Melles. Segundo o presidente do Sebrae, a instituição está conectada com um universo de importantes atores no segmento digital, para que atender às necessidades das micro e pequenas empresas. “Apesar da tecnologia ser um dos caminhos para os pequenos negócios, o modelo tradicional ainda prevalecerá por um tempo em alguns locais. Mas a inovação nos pequenos negócios e nas startups é um caminho sem volta”, ressalta Melles.

No debate, Carlos Melles ressaltou que o Sebrae já vem atuando no fortalecimento dos pequenos negócios digitais e nas parcerias, o que vem acontecendo principalmente depois da pandemia. Ele citou o projeto desenvolvido com grandes empresas que atuam no e-commerce, cujas plataformas estão sendo usadas pelas micro e pequenas empresas para negociar seus produtos. Melles explicou que o processo de digitação começou a acontecer no ano passado, mas com a pandemia, teve de ser acelerado e já se encontra em estágio bem avançado. “O que era para ser feito em muito tempo, acabou acontecendo em três meses”, comenta o presidente do Sebrae.

O Futurecom Digital Summit reuniu representantes de vários setores diretamente afetados pela pandemia. Segundo o presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner, que avaliou os efeitos do covid-19 no setor da saúde, o surgimento da doença reiterou que é necessário um maior investimento na área. “O grande avanço é que tivemos a possibilidade de discutir as deficiências na saúde de forma mais transparente”, ressaltou Sidney. “Devemos ter os médicos na pontas e para se chegar em outras regiões por meio da telemedicina”, acrescentou.

Conforme Carlos Henrique Ribeiro, chefe da Divisão Acadêmica de Engenharia da Computação do ITA, a crise causada pelo coronavírus trouxe para a educação a experiência do estudo remoto. “A mudança está estabelecida e veio para ficar”, diz Ribeiro. A experiência, segundo ele, deve ser usada com maior frequência pelos professores para apresentar conteúdos em sala de aula, mas não deve ser o único meio usado pelos estudantes. “A tecnologia vai ser maior nas escolas tradicionais. O sistema será misto, mas haverá uma mudança cultural”, avalia.

“Já estamos vivendo muitas mudanças e vamos ver outras ainda mais significativas”, observa Luís Cabral, presidente da Caribben and Latin América – CSG. O executivo afirma que as transformações já são sentidas no contexto do comércio, como observou Carlos Melles, e na interação social, mas o processo tem que ser mais profundo e o sistema precisa ser melhor preparado para se adaptar aos novos modelos de evolução tecnológica. “As mudanças foram aceleradas e não tem mais retorno, principalmente nas estruturas das empresas de tecnologia”, afirma Cabral.

Reconhecido como a principal plataforma de conteúdo e relacionamento do Ecossistema de Tecnologia na América Latina, o Futurecom leva para o ambiente digital debates, estudos de casos e discussões. Os temas abordados envolvem as formas mais eficientes de adoção das mais recentes tecnologias exponenciais e principais tendências na gestão de negócios em tempos de pandemia. Desde o dia 22 de junho até esta quinta-feira, foram discutidas alternativas de como as empresas têm operado e podem avançar com mais agilidade, flexibilidade e segurança, a partir do surgimento do coronavírus.

Fonte: Agência Sebrae

Câmara aprovou medida que desburocratiza o transporte de cargas

Por meio da Medida Provisória 1051/21, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), de emissão exclusivamente digital e obrigatória, para autorizar os serviços de transporte de cargas no País. A MP aguarda votação no Senado.

Por meio da Medida Provisória 1051/21, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), de emissão exclusivamente digital e obrigatória, para autorizar os serviços de transporte de cargas no País.

A MP aguarda votação no Senado.

A intenção é reunir em um único documento todos os dados, obrigações administrativas, informações sobre licenças, registros, condições contratuais, sanitárias, de segurança, ambientais, comerciais e de pagamento, inclusive valor do frete e dos seguros contratados.

De acordo com o texto do relator, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), a implantação da medida seguirá um cronograma proposto pelo governo federal, que poderá firmar convênios com estados, municípios e Distrito Federal para incorporar outras informações de competência dessas administrações.

O ente federado que aceitar participar de forma integrada do DT-e deverá providenciar o fim dos documentos físicos de forma gradativa dentro de 12 meses.

O texto aprovado prevê ainda que as instituições de pagamento que realizam pagamentos eletrônicos de frete deverão participar obrigatoriamente do PIX, sistema de pagamentos instantâneos implementado pelo Banco Central.

Outro ponto incluído é uma nova anistia, até 31 de maio de 2021, ao contratante que não tenha seguido a tabela de frete mínimo prevista na Lei 13.703/18.

A penalidade por não seguir a tabela é de indenização ao transportador em valor igual ao dobro da diferença entre o que foi pago e o valor devido.

Pedágio proporcional

Aprovado em maio pelos deputados, o Projeto de Lei 886/21 estabelece regras gerais para a implantação do sistema de livre passagem na cobrança de pedágios em rodovias e vias urbanas.

De autoria do Senado, o texto, transformado na Lei 14.157/21, cria um sistema de cobrança proporcional aos quilômetros rodados na rodovia ou rua pedagiada por meio de reconhecimento visual automático de placas.

Assim, todos pagariam tarifas, mas elas seriam menores para quem usasse trechos curtos e maiores para quem usasse toda a rodovia.

De acordo com a norma, para contratos de concessão de rodovias e vias urbanas firmados antes da mudança nos quais não seja possível implementar o sistema de livre passagem, a regulamentação desse tipo de pedágio deverá prever a possibilidade de celebração de termo aditivo para viabilizar a concessão de benefícios tarifários a usuários frequentes.

O relator da matéria foi o deputado Gutemberg Reis (MDB-RJ).

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Eduardo Piovesan Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Nota Fiscal de Devolução: Seu funcionamento e como emitir

Você sabe o que é e como emitir uma nota fiscal de devolução? É importante dominar esse assunto, já que por motivos variados, pode acontecer do cliente optar por devolver a mercadoria.

Você sabe o que é e como emitir uma nota fiscal de devolução? É importante dominar esse assunto, já que por motivos variados, pode acontecer do cliente optar por devolver a mercadoria.

Por exemplo, vamos supor que há problemas no transporte da carga, o item adquirido sofre avarias e quando chega às mãos do consumidor já está impróprio para uso. Nesses casos, é comum que haja a necessidade da devolução da mercadoria.

Assim, a carga deve voltar à sua origem de destino com a NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), e quando a mercadoria chegar até você, é necessário emitir a nota de devolução.

Quer acabar com todas as suas dúvidas referente ao tema? Continue a leitura do artigo!

O que é a nota fiscal de devolução?

A nota fiscal de devolução nada mais é do que um documento no qual constam dados de mercadorias recusadas pelo comprador.

Ela deve conter informações iguais às da nota fiscal eletrônica de vendas, mas o CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações das entradas e saídas de mercadorias) deve ser diferente.

Outro ponto importante é que esse documento vai garantir que o produto voltou para o estoque da empresa.

Pela legislação, não há prazo para emissão da nota fiscal de devolução. Ela pode ser emitida assim que o contribuinte necessitar.

Em operações comerciais, a devolução pode ser feita de acordo com os prazos de garantia dos produtos.

Como ela é utilizada para cancelar o processo de compra?

A nota de devolução anula total ou parcialmente as operações de compra e venda que não foram concretizadas, inclusive em relação aos impostos.

Isso vale não apenas para que a mercadoria volte ao estoque do produtor, mas para que os impostos sejam contabilizados corretamente.

Quando as mercadorias ainda estiverem em trânsito, a NF-e não pode ser cancelada. E após a data da efetiva devolução, a nota fiscal de devolução deve ser emitida.

Dessa forma, você não sairá prejudicado e terá acesso novamente aos seus produtos, podendo então fazer uma avaliação da carga e averiguar se a mesma mercadoria pode ser revendida.

Quais são as situações em que a nota de devolução se faz necessária?

Existem duas situações nas quais é obrigatória a emissão da nota de devolução. Veja abaixo quais são elas:

Devolução de venda

Para os casos em que o cliente decide não receber as mercadorias, é necessário emitir a nota fiscal de devolução.

Essa emissão de nota fiscal de devolução tem como objetivo manter seu negócio em dia com a legislação e para que o estoque possa conter dados corretos.

Devolução de compra

No caso da devolução de produtos de uma nota fiscal de compra. Por exemplo, quando o fornecedor envia um produto ao cliente empresarial e ele chega danificado.

E o cancelamento da Nota Fiscal Eletrônica?

É possível ocancelamento da nota fiscal caso a mercadoria ainda não tenha sido enviada e esteja dentro do prazo estipulado pelo estado. Cada estado possui uma definição específica de prazo para o cancelamento.

E mais: para ser possível a anulação do documento, o destinatário da mercadoria não pode ter realizado a Ciência da Emissão, etapa que precede o download do arquivo XML da NF-e.

Se a situação atender a essas condições, basta que o Fisco gere o protocolo “Autorização de Uso” e o cancelamento da nota pode ser realizado em seu emissor de notas fiscais.

Caso contrário, a única solução que resta é a nota fiscal de devolução!

Quais as diferenças entre a devolução das diferentes notas?

Além disso, é importante que você saiba que existem algumas diferenças entre as notas fiscais de devoluções emitidas pelo destinatário e pelo emitente. Verifique a seguir:

Devolução com nota fiscal emitida pelo destinatário

Acontece quando quem recebeu a nota (comprador, cliente ou fornecedor) a devolve ao estabelecimento (empresa, comércio ou loja).

Quando isso acontecer, para que a carga possa retornar, ele deve emitir o documento para que a devolução de compra e venda siga as normas estabelecidas.

Devolução de mercadoria com a mesma nota fiscal

O cliente, fornecedor ou transportador que não aceitou receber a carga deve tomar algumas medidas:

  • escrever no verso do DANFE o motivo da devolução;
  • colocar a data;
  • assinar.

Após esses passos, a NF-e de origem vai ser usada para que o emitente possa fazer a nota fiscal de devolução.

O canhoto da nota não pode ser assinado e nem destacado, pois isso caracterizaria a entrega da mercadoria.

Qual o processo para reaver o crédito do ICMS e IPI?

No momento em que a empresa fizer o lançamento da nota de devolução, poderá receber o crédito de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Para isso, bastam os dois itens estarem lançados na nota de devolução. Mas, atenção! O correto é indicá-lo em dados adicionais para que seja gerado o crédito.

Além disso, as alíquotas de qualquer imposto devem ser usados conforme as notas fiscais originais. Ou seja, os valores de impostos são replicados na nota fiscal de devolução da mesma forma que foram calculados na nota de origem.

Como emitir uma nota fiscal de devolução?

Agora que você já sabe o que é e para que serve a nota fiscal de devolução, é hora de descobrir como emiti-la.

No Emitte, o processo é rápido e descomplicado. Confira só o passo a passo:

  1. faça o cadastro da natureza da nota juntamente com o CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações das Entradas e Saídas de Mercadoria), na aba “Cadastros” > “Naturezas”. Em seguida, clique no botão “+Nova” e preencha os campos;
  2. vá em “Nota de Produtos” e clique em “+Nova”;
  3. selecione a “Natureza da Nota”: “Devolução de Compra” ou “Devolução de Venda” e clique em “Avançar”;
  4. selecione o produto. O sistema irá informar o CFOP da natureza automaticamente nos produtos que forem adicionados na nota;
  5. clique novamente em “Avançar” para preencher a aba “Outros”
  6. informe a chave de acesso da nota original na opção “Documentos Referenciados”, depois em “+Adicionar novo” e clique em “Cadastrar”.
  7. se estiver tudo ok, é só clicar em “Emitir”.

Pronto! As informações da nota fiscal original serão puxadas automaticamente para a nota de devolução e o envio para o sistema da Sefaz também é automático.

Você também pode conferir esse passo a passo, com maiores detalhes e fotos, no nosso artigo como emitir nota de devolução, remessa e retorno.

Em outros softwares ou no próprio emissor do governo, a emissão da nota fiscal de devolução geralmente solicita os seguintes campos:

  1. informe a finalidade da geração do documento, nesse caso, de devolução. Em seguida, opte pela opção de nota de saída;
  2. no campo “Notas Referenciadas”, informe o número da chave de acesso da nota fiscal de compra, localizado no campo superior direito do documento;
  3. preencha os dados referentes às informações do fornecedor ou cliente, responsável por receber a mercadoria;
  4. adicione informações de frete e transportadora, se for o caso;
  5. preenche os dados referente ao produto;
  6. adicione informações referentes a tributação;
  7. use o campo de informações adicionais, se for preciso;
  8. clique em salvar e, em seguida, valide a nota por meio de um certificado digital;
  9. transmita a nota para o sistema da Sefaz e aguarde o retorno positivo do processo.

Qual o CFOP de nota fiscal de devolução?

Você deverá utilizar um CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações) diferente para cada situação.

Caso você seja o comprador e precise realizar a emissão da nota fiscal de uma compra que sua empresa realizou a um fornecedor, os principais códigos a serem utilizados são:

Mercadorias adquiridas para processos de industrialização:

  • 5201: operações dentro estado;
  • 6201: operações em outros estados.

Mercadorias destinadas à comercialização:

  • 5202: operações dentro estado;
  • 6202: operações em outros estados.

Mercadorias para compor o ativo fixo ou consumo próprio da empresa:

  • 5553 e 5556: operações no estado;
  • 6553 e 6556: operações em outros estados.

Agora, caso você seja o vendedor e se trata da devolução de uma venda que sua empresa realizou a um cliente, poderá utilizar os seguintes códigos:

  • 1202: devoluções de revenda dentro do estado;
  • 2202: devoluções de revenda em outros estados;
  • 1201: devolução de venda de produção dentro do estado;
  • 2201: devoluções de venda de produção em outros estados.

Saiba como a Emitte pode te ajudar a emitir nota fiscal de devolução

A emissão da nota fiscal de devolução e também de outros documentos fiscais requer atenção e uma série de cuidados. Afinal, trata-se de um processo demorado, burocrático e cheio de detalhes.

Errar no preenchimento das informações pode te fazer enfrentar procedimentos desnecessários, como cancelamentos de notas fiscais por erro de digitação, ou até gerar cobranças de impostos indevidas.

Por essa razão, é importante contar com um emissor de notas fiscais, como o Emitte, para facilitar todo esse trabalho.

Com o Emitte, você poderá otimizar seu tempo e conquistar uma produtividade maior, além de melhorar o armazenamento de dados e informações de venda para consultas posteriores.

É a praticidade que você precisa para emitir suas notas fiscais, em poucos cliques, de qualquer lugar e em qualquer horário.

Conclusão

A nota fiscal de devolução é essencial para todas as mercadorias que forem devolvidas aos respectivos remetentes.

Esse processo, além de servir para controlar as estocagens, também é importante para manter a empresa dentro das exigências legais e fiscais. Para facilitar o procedimento é interessante utilizar um bom software de emissão de notas fiscais.

Original de Emitte

Reforma Tributária: advogado esclarece algumas mudanças da segunda fase entregue ao Congresso Nacional

O projeto propõe a isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física. Recentemente, a segunda fase da Reforma Tributária foi entregue para o presidente da Câmara dos Deputados, propondo mudanças, especialmente, no que diz respeito ao Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas

O projeto propõe a isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física.

Por Gabriel Dau -20 de julho de 20210

Recentemente, a segunda fase da Reforma Tributária foi entregue para o presidente da Câmara dos Deputados, propondo mudanças, especialmente, no que diz respeito ao Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas, conforme informa o advogado tributarista Marco Aurélio Poffo, do BPH Advogados, com sede em Blumenau (SC).

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

“O projeto propõe a isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física, com renda de R$ 2.500 por mês, a partir de janeiro de 2022 (a isenção atual alcança a renda de até R$ 1.903,98 mensal). Esse ajuste é importante, pois a última alteração na tabela ocorreu em 2015”, pondera o advogado.

Por outro lado, Poffo informa que a proposta onera demasiadamente os contribuintes, na medida que propõe a taxação dos lucros e dividendos em 20%.

Nesse cenário, ainda que seja considerada a redução da alíquota do IRPJ (de 15% para 10% – podendo chegar à 5%, conforme já vem sendo noticiado pelo Ministro Paulo Guedes), com a manutenção do adicional de 10% e a CSLL em 9%), no final do dia, haverá um incremento na tributação de 15%, que é a diferença dos atuais 34% (IRPJ/CSLL) para a carga tributária proposta no projeto (49%, no total).

“Além disso, o projeto acaba com a possibilidade de dedução dos valores de Juros Sobre Capital Próprio (JCP) das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, o que, indiretamente, onera a carga tributária das empresas que atualmente conseguem se apropriar de tal despesa na apuração dos seus tributos. Tais alterações vão na contramão da promessa do Governo, que defendia a redução da carga tributária”, destaca Poffo.

“Outras questões preocupantes são as inúmeras regras antielisivas previstas no projeto, como, por exemplo, a obrigatoriedade de a SCP (Sociedade por Conta de Participação) adotar o mesmo regime de tributação do sócio ostensivo ou, ainda, a alteração na regra sobre a devolução de capital social em bens e direitos aos sócios, cujos bens deverão ser obrigatoriamente avaliados a valor de mercado, podendo ser mantido o valor contábil se este for maior do que aquele. Nesse caso, o Governo quer forçar que a devolução de capital seja tributada na pessoa jurídica, como ganho de capital, caso haja diferença entre o valor de mercado e o valor contábil do bem. São alterações sutis, mas que se passarem interferem e muito nos planejamentos tributários”, reforça o advogado.

Outra mudança destacada é sobre a obrigatoriedade de todas as empresas apurarem trimestralmente o IRPJ e CSLL, de modo que será extinta a estimativa mensal prevista para a apuração dos tributos no regime do lucro real.

“Sobre esta alteração, ao menos, será permitido compensar 100% do prejuízo de um trimestre nos três seguintes”, menciona Poffo.

A proposta de reforma não parou por ai.

Há alterações na tributação dos investimentos financeiros.

“O investidor deverá analisar no detalhe qual é o custo da mudança para o seu bolso. Entre outras inovações, o projeto prevê o fim da isenção sobre os rendimentos distribuídos a pessoas físicas no caso de Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com cotas negociadas em bolsa a partir de 2022, de modo que os rendimentos distribuídos ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda retido na fonte à alíquota de 15%”, exemplifica Poffo.

Ao que parece, as mudanças propostas são significativas e muitas delas não estão sendo vistas de forma positiva.

“Além da oneração da carga tributária, em determinados aspectos, o Governo criou vários óbices para interferir nos planejamentos tributários lícitos. Por isso, algumas empresas já vêm antecipando a adoção de Planejamentos Tributários e Societários lícitos, antes que o Governo decida derrubar questões tributárias consolidadas há anos”, destaca, por fim, Marco Aurélio Poffo.

Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br

LGPD: Quais as principais discussões que já foram levadas para o Judiciário?

Com exceção das penalidades, a LGPD entrou em vigor no dia 18.09.2020 e, antes mesmo de completar um ano de vigência, já é responsável por importantes discussões no Judiciário.

Com exceção das penalidades, a LGPD entrou em vigor no dia 18.09.2020 e, antes mesmo de completar um ano de vigência, já é responsável por importantes discussões no Judiciário. O objetivo deste artigo é analisar algumas dessas discussões com o propósito de auxiliar as empresas na compreensão dos riscos

Continue lendo em: https://www.jornalcontabil.com.br/lgpd-principais-discussoes-que-ja-foram-levadas-para-o-judiciario/  

Entenda o Pronampe e veja como aderir

Mais de 5 milhões de empresas estão aptas a participar do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Empresas de Pequeno Porte). Neste grupo estão ME (microempresas) e EPP (empresas de pequeno porte) que são optantes pelo Simples Nacional, além daquelas que não fazem parte deste regime. 

Mais de 5 milhões de empresas estão aptas a participar do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Empresas de Pequeno Porte). Neste grupo estão ME (microempresas) e EPP (empresas de pequeno porte) que são optantes pelo Simples Nacional, além daquelas que não fazem parte deste regime.

As operações já estão liberadas e a concessão de créditos garantidos pelo Pronampe ocorrerá até 31 de dezembro.  Através dessa linha de crédito, que agora é definitiva, a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME) pretende fazer a manuntenção de empregos.

Vale ressaltar que as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) representam, atualmente, 30% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% dos empregos no país. Então, se você se enquadra como micro ou pequena empresa, continue conosco e veja como funciona esse programa e como aderir para aproveitar esta linha de crédito. Boa leitura!

O que é o Pronampe?

Esse programa foi instituído pela  Lei nº 13.999, em maio de 2020 tendo alcançado mais de 500 mil operações. Diante dos impactos causados pela pandemia, o governo federal decidiu torná-lo permanente, assim, foi regulamentado pela Lei 14.161/2021.

A nova lei autorizou a União a aumentar sua participação no Fundo Garantidor de Operações (FGO), assim, o governo federal, por meio de crédito suplementar, está contribuindo com mais de R$5 bilhões no Fundo.  Assim serão concedidos R$ 25 bilhões em empréstimos.

Regras

Este ano, a linha de crédito prevê empréstimos que podem ser divididos em até 48 parcelas, sendo 11 meses de carência na cobrança de juros. A nova alíquota cobrada é de 6% somada à taxa Selic, que atualmente está em 4,25%.

Além disso, nesta nova edição do programa existe livre opção aos bancos de operar com taxas inferiores ao máximo estabelecido pela lei, assim, as condições podem ficar ainda mais favoráveis. Ao obter o recurso por meio do programa, as micro e pequenas empresas podem usá-lo em investimentos, além de capital de giro, como para pagar salário, água, luz, aluguel, reposição de estoque e aquisição de máquinas e equipamentos.

Desta forma, dentre os requisitos para participar do programa, está o faturamento da empresa, veja qual é o limite:

  • Microempresa (ME): receita bruta anual de até R$ 360 mil;
  • Empresa de pequeno porte (EPP): receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões,

Também é necessário estar em dia com a seguridade social, além de quantidade de funcionários que deve ser igual ou superior no período que vai desde a contratação até 60 dias após a liberação do financiamento.

Como aderir?

As empresas que pretendem aderir ao Pronampe, devem verificar se receberam o comunicado que foi enviado pela Receita Federal. Para isso, os gestores de empreendimentos tributados pelo Simples Nacional, devem acessar o Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN), através do Portal do Simples Nacional.

Para aquelas empresas que não fazem parte desse regime, a orientação é conferir se a mensagem foi recebida através da Caixa Postal do e-CAC, acessada através do site da Receita Federal. Neste comunicado constam os seguintes dados:

  • informações sobre a receita das empresas referentes aos anos de 2019 e 2020, que foram apuradas através do Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D) ou por meio da Escrituração Contábil Fiscal (ECF);
  • código hash code que possui letras e números utilizados para validar os dados da empresa junto às instituições financeiras que estão participando do Pronampe.

Depois, é necessário escolher o banco participantes do programa que melhor atende às suas necessidades. No momento da contratação do crédito, o empresário deve apresentar o comunicado da Receita Federal. Mas atenção: se a sua empresa tiver alguma pendência que esteja relacionada às declarações de anos anteriores, ainda é possível participar do Pronampe.

Para isso, é necessário corrigir e entregar as declarações o quanto antes. Depois, aguarde 15 dias para que os dados sejam conferidos pela Receita Federal, que fará a liberação de um hashcode para que você possa fazer sua operação através desse programa.

Fonte: Rede Jornal Contábil.

FGTS: Saque-aniversário ou saque por demissão, qual vale mais a pena?

No dia 12 de dezembro de 2019, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Lei 13.932 que instituiu a modalidade de saque-aniversário, pela qual o trabalhador pode usar parte do dinheiro a cada ano, independentemente de eventos como demissão ou financiamento da casa própria.

No dia 12 de dezembro de 2019, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Lei 13.932 que instituiu a modalidade de saque-aniversário, pela qual o trabalhador pode usar parte do dinheiro a cada ano, independentemente de eventos como demissão ou financiamento da casa própria.

No “saque-aniversário”, todo ano o trabalhador poderá sacar parte do saldo da sua conta do FGTS no mês do seu aniversário, observados os valores constantes de uma tabela. Quanto menor for o saldo, maior o percentual do saque, podendo a alíquota variar de 5% até 50% do saldo.

Em contrapartida, quem opta pela nova modalidade, o saque aniversário, deixa de poder sacar o saldo do FGTS em caso de demissão, e receberá apenas a multa indenizatória sobre o saldo.

Saque-aniversário ou saque-rescisão

Uma das maiores dúvidas dos trabalhadores é na hora de refletir, qual vale mais a pena, o saque-aniversário que permitirá resgatar uma parcela do FGTS todo ano ou o saque-rescisão que permite o saque total caso o trabalhador venha a ser demitido por justa causa.

A avaliação principal que o trabalhador deve fazer é como direcionará esse dinheiro ou com o mesmo pode ajuda-lo. O trabalhador precisa avaliar ainda alguns pontos antes de tomar a decisão, sendo eles, a reserva de emergência, a estabilidade no emprego, o volume do saldo, dívidas e o seu perfil de consumo.

Para muitos trabalhadores compensa deixar o FGTS acumulando e sacar em caso de demissão, tendo em vista que o saldo na conta está rendendo. No ano passado, por exemplo, a rentabilidade do FGTS foi de 4,90%, ou seja, nesse período o FGTS ganhou da inflação pelo IPCA, do CDI e da poupança.

Da mesma forma que é vantajoso para muitos trabalhadores resgatarem parte do saldo anualmente, tendo em vista que conseguem realizar melhores aplicações e ainda investir o dinheiro em algo que é necessariamente  importante.

Logo, a decisão é totalmente individual e lembre-se, ninguém é obrigado a aderir ao saque-aniversário. Mas é importante avaliar suas condições para verificar qual modalidade é mais benéfica para o trabalhador.

Fonte: Rede Jornal Contábil .