Programa de suspensão de contratos será prorrogado por dois meses

Paulo Guedes, ministro da Economia, confirmou a ampliação do prazo. Se de fato aprovada a medida, acordos passarão a ser válidos por até 180 dias – Foto: Pedro Ladeira

O programa de suspensão de contratos de trabalho e de redução de jornada e de salário será prorrogado por dois meses, anunciou na sexta-feira, 21/08, o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo ele, a iniciativa foi a medida mais eficaz adotada pelo governo para preservar empregos durante a pandemia do novo coronavírus. “Conseguimos preservar 16 milhões de empregos gastando pouco mais de R$ 20 bilhões”, declarou o ministro em entrevista coletiva para divulgar as estatísticas de empregos formais em julho.

Inicialmente, o programa de suspensão de contratos duraria dois meses, e a suspensão de jornada valeria por até três meses.

Em julho, o presidente Jair Bolsonaro publicou um decreto ampliando a validade dos acordos para 120 dias, período máximo atualmente em vigor.

Caso saia a nova prorrogação, os acordos passarão a ser válidos por até 180 dias.

Pago aos trabalhadores que aderem aos acordos, o Benefício Emergencial (BEm) equivale a uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido.

Como o dinheiro vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o Ministério da Economia informou que a prorrogação não terá impacto no orçamento do programa, estimado em R$ 51,3 bilhões.

Desde o início do programa, em abril, 16,3 milhões de trabalhadores fecharam acordo de suspensão de contratos de trabalho ou de redução de jornada e de salário em troca de complementação de renda e de manutenção do emprego.

As estatísticas são atualizadas diariamente pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia num painel virtual.

Guedes também informou que o governo anunciará novas medidas na terça-feira (25), como o relançamento do programa de carteira de trabalho Verde Amarela, lançada no ano passado por meio de uma medida provisória que perdeu a validade, e do programa Renda Brasil, que pretende expandir o Bolsa Família.

Os programas integram um pacote de medidas que serão anunciadas pelo governo no início da próxima semana. Além de medidas para o mercado de trabalho, será lançado um programa habitacional, anunciado mais cedo pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Fonte: Diário do Comércio SP

Abertura de empresas cai no Brasil entre abril e junho

Segundo Receita, entretanto, sexto mês do ano teve a maior emissão de notas fiscais de 2020 – Foto: Divulgação

Freando a forte aceleração que vinha tendo, a taxa de abertura de empresas no país caiu 23% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre do ano. Foram 667 mil empresas abertas, 203 mil a menos do que o período anterior, e 15% a menos que o mesmo período do ano passado, de acordo com a Receita Federal.

A participação dos MEIs na abertura de empresas continua em constante aumento, atingindo 81% de participação sobre a abertura, mas também sofreu com os impactos da pandemia, caindo 22%, no segundo trimestre.

O levantamento ainda mostra que entre os estados brasileiros, Piauí e Pernambuco registram os piores números no trimestre, com -43% e -42%, enquanto Mato Grosso e Santa Catarina foram os mais “positivos”, com -13% e -21%. Os municípios também sentiram e Curitiba e Recife tiveram 6,7 mil e 2,7 mil empresas abertas, cada uma, quedas de -51% e -39%. Entre os segmentos de PMEs, as menores baixas foram em serviços médicos (-16%), mídia e publicidade (-20%) e consultoria (-20%), enquanto os que mais sentiram foram eventos (-65%) e alojamento (-59%). Indústria e comércio também demonstraram retração com -16% e -9%, respectivamente.

Apesar de tudo, a Receita Federal também informou que junho teve o maior patamar em emissão de notas fiscais do ano, com R$ 23,9 bilhões em vendas ao dia, 10% a mais quando comparado a junho do ano passado. Isso já um indício da retomada econômica. No último semestre, o número de notas emitidas diminuiu apenas 1,1%. Algumas praças tiveram uma redução mais significativa, como Rio de Janeiro (-5,2%) e Minas Gerais (-4,6%), enquanto os estados de São Paulo (+0,4%) e Paraná (-0,9%) aparentam não sentir tanto o impacto.

Alguns setores tiveram, inclusive, incremento no volume de faturamento e notas emitidas. Esse é o caso do mercado de educação (+11,3%), tecnologia (+2,2%) e publicidade (+3,2%). Por outro lado, setores como estética (-57,9%), veículos (-38,2%), lazer (-24,9%) e hotéis (-28,3%) sentiram o impacto do isolamento social e tiveram significativas retrações.

Já segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Mensal (Pnad Covid-19) divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação cresceu de 12,4% para 13,1%, atingindo 12,3 milhões de pessoas em julho. No mês, mais 438 mil pessoas ficaram sem emprego, se comparado a junho. A população ocupada caiu para 81,5 milhões de trabalhadores. De acordo com a pesquisa, dos 9,7 milhões que estavam afastados do trabalho, 6,8 milhões informaram que o motivo era o distanciamento social provocado pela pandemia, o que representa recuo de 42,6% na comparação com o contingente de pessoas afastadas em junho.

A pesquisa apurou ainda que entre os que não estavam afastados do trabalho, 8,4 milhões trabalhavam de forma remota, que representam 11,7% da população ocupada que não estava afastada.

O percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar passou de 49% em junho para 47,9%, em julho. Dos 81,5 milhões de ocupados em julho, 9,7 milhões estavam afastados do trabalho. Desses, 6,8 milhões o motivo do afastamento era o distanciamento social. Na comparação com junho, os dois contingentes caíram, respectivamente, 34% e 42,6%.

No total de pessoas ocupadas, a proporção de afastadas por causa da pandemia caiu de 14,2% para 8,3%. Todas as unidades da federação tiveram queda nesse indicador, com exceção do Amapá, do Rio Grande do Sul e de Rondônia.

Da população ocupada, cerca de 3,2 milhões estavam sem a remuneração do trabalho, o que representa 32,4% do total de pessoas afastadas do trabalho. Em junho, quase metade dos afastados (48,4%) ficou sem remuneração. A população fora da força de trabalho foi estimada, no mês passado, em 76,5 milhões de pessoas, alta de 2,1% em relação a junho. Do total, 28,2 milhões ou 36,9% gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, e 19 milhões, 24,8%, disseram que a pandemia ou à falta de trabalho na localidade impediram a busca, apesar da vontade de trabalhar.

Fonte: Monitor Mercantil

Covid-19: sancionada lei que institui linha de crédito para profissionais liberais

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Publicado em: 21/08/2020 Edição: 161 Seção: 1 Página: 1

Órgão: Atos do Poder Legislativo

LEI Nº 14.045, DE 20 DE AGOSTO DE 2020

Altera a Lei nº 13.999, de 18 de maio de 2020, para instituir linha de crédito destinada aos profissionais liberais que atuem como pessoa física, durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, e a Lei nº 12.087, de 11 de novembro de 2009, para criar o Conselho de Participação em Fundos Garantidores de Risco de Crédito para Microempresas e para Pequenas e Médias Empresas e o Conselho de Participação em Operações de Crédito Educativo.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1ºA Lei nº 13.999, de 18 de maio de 2020, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 2º ……………………………………………………………………………………………………..

§ 1º A linha de crédito concedida no âmbito do Pronampe corresponderá a até 30% (trinta por cento) da receita bruta anual calculada com base no exercício de 2019, salvo no caso das empresas que tenham menos de 1 (um) ano de funcionamento, hipótese em que o limite do empréstimo corresponderá a até 50% (cinquenta por cento) do seu capital social ou a até 30% (trinta por cento) de 12 (doze) vezes a média da sua receita bruta mensal apurada no período, desde o início de suas atividades, o que for mais vantajoso.

………………………………………………………………………………………………………………………….

§ 10. Os créditos concedidos no âmbito do Pronampe servirão ao financiamento das atividades econômicas do empresário, da empresa ou do profissional liberal nas suas diversas dimensões e poderão ser utilizados para investimentos e para capital de giro isolado e associado, vedada a sua destinação para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios.”(NR)

“Art. 3º …………………………………………………………………………………………………….

…………………………………………………………………………………………………………………………

II – (VETADO);

………………………………………………………………………………………………………………..”(NR)

“‘CAPÍTULO II-A

DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS’

‘Art. 3º-A. Os profissionais liberais, assim entendidos, para fins desta Lei, as pessoas físicas que exercem, por conta própria, atividade econômica com fins lucrativos, tanto de nível técnico quanto de nível superior, poderão contratar operações de crédito garantidas pelo Pronampe nas seguintes condições:

I – taxa de juros anual máxima igual à taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), acrescida de 5% (cinco por cento);

II – prazo de até 36 (trinta e seis) meses para o pagamento, dos quais até 8 (oito) meses poderão ser de carência com capitalização de juros; e

III – valor da operação limitado a 50% (cinquenta por cento) do total anual do rendimento do trabalho sem vínculo empregatício informado na Declaração de Ajuste Anual referente ao ano-calendário de 2019, no limite máximo de R$ 100.000,00 (cem mil reais).

Parágrafo único. Ficam excluídos das operações de crédito garantidas pelo Pronampe os profissionais liberais que tenham participação societária em pessoa jurídica ou que possuam vínculo empregatício de qualquer natureza.'”

“‘CAPÍTULO II-B

DA DISPENSA DE CERTIDÕES E DA RECUPERAÇÃO DE INADIMPLÊNCIA’

‘Art. 4º …………………………………………………………………………………………………….’

‘Art. 5º ……………………………………………………………………………………………………..

………………………………………………………………………………………………………………………….

§ 5º (VETADO).

§ 6º (VETADO).

§ 7º (VETADO).'”

“‘CAPÍTULO III

DO MODELO FINANCEIRO-OPERACIONAL’

‘Art. 6º ……………………………………………………………………………………………………..

…………………………………………………………………………………………………………………………

§ 4º (VETADO).

………………………………………………………………………………………………………………………….

§ 8º O FGO não contará com qualquer tipo de garantia ou aval por parte da União e responderá por suas obrigações contraídas no âmbito do Pronampe até o limite do valor dos bens e direitos integrantes do seu patrimônio alocados para o Programa.'(NR)

‘Art. 6º-A. (VETADO).'”

Art. 2º (VETADO).

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 20 de agosto de 2020; 199º da Independência e 132º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO

Paulo Guedes

Congresso mantém dispensa de licitação para contratação de advogados e contadores

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) foi o relator da matéria, que vai à promulgação – Foto: Leopoldo Silva

O Congresso derrubou nesta quarta-feira (12) o veto integral (Vet 1/2020) ao projeto que permite a dispensa de licitação para contratação de serviços jurídicos e de contabilidade pela administração pública (PL 4.489/2019). O projeto define a atuação de advogados e contadores como técnica e singular, quando comprovada a notória especialização. O texto segue para promulgação.

A definição de notória especialização adotada no texto é a mesma dada pela Lei de Licitações (Lei 8.666, de 1993): quando o trabalho é o mais adequado ao contrato licitado, pela especialidade decorrente de desempenho anterior, estudos e experiência e outros requisitos. Essa notória especialização é exceção, prevista em lei, para a dispensa de licitação.

A justificativa do Executivo para o veto foi “inconstitucionalidade e interesse público” por ferir o princípio da impessoalidade.

Ao defender a derrubada, os senadores argumentaram que o trabalho dos advogados e dos contadores precisa ser de confiança do gestor público que vai contratá-los.

— Não estamos querendo burlar a legislação. Não estamos dizendo que esta proposta visa impedir que os gestores façam concursos públicos para procuradores. Estamos apenas fazendo o reconhecimento da singularidade dessas atividades — afirmou o líder do PSB, senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), que relatou o projeto no Senado.

Fonte: Agência Senado

Corrigir tabela do IR vai custar até R$ 36 bilhões, diz Guedes

Segundo o ministro, por conta desse custo elevado, caberá aos parlamentares definir o alcance dessa correção no debate da reforma tributária – Foto: Marcos Corrêa

A correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) está nas próximas etapas da reforma tributária que o governo federal pretende enviar ao Congresso Nacional. Porém, pode custar de R$ 22 bilhões a R$ 36 bilhões por ano. Por isso, a equipe econômica vai colocar na mão dos parlamentares o alcance dessa correção.

O custo da atualização da tabela do IRPF foi apresentado nesta quarta-feira (05/08) pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante audiência pública da comissão mista que discute a reforma tributária no Congresso Nacional. “Está no nosso espectro de reforma tributária sim. […] Estamos fazendo os cálculos de quanto custa cada movimento”, afirmou Guedes, ao ser questionado sobre o assunto.

O ministro contou que, segundo os cálculos da equipe econômica, elevar a faixa de isenção do IRPF dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 3 mil, como prometeu o Jair Bolsonaro na campanha eleitoral, custaria R$ 22 bilhões. “Se passarmos o piso de R$ 1,9 mil para R$ 3 mil, um aumento de mais de 50%, custa R$ 22 bilhões. Custa um Fundeb”, revelou.

E esse custo poderia chegar a R$ 36 bilhões se a correção alcançasse todas as faixas do Imposto de Renda, segundo Guedes. “Se transmitir isso para todas as faixas, se fizer todas as correções, são R$ 36 bilhões. Já é mais que um Fundeb”, disse.

O ministro da Economia garantiu que o governo vai encaminhar todos esses cálculos ao Congresso Nacional nas próximas etapas da reforma tributária. Isso porque considera correto corrigir a tabela do IRPF. A tabela não é atualizada desde 2015 e, por isso, acumula uma defasagem de mais de 100%, segundo os especialistas.

Ele destacou, contudo, que, pelo alto custo dessa medida, talvez não seja possível corrigir toda essa defasagem, porque “alguém tem que pagar por isso”. Por isso, avisou que caberá aos parlamentares definir o alcance da correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física. “A classe política tem que decidir isso. Não é o ministro que tem que decidir isso. O congressista é eleito para tomar essa decisão”, alegou Guedes.

Fonte: Correio Braziliense

Copom reduz Selic de 2,25% para 2% ao ano, no menor patamar da história

Redução já era esperada pela maioria dos economistas do mercado financeiro como uma forma de estimular a economia brasileira na pandemia

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Taxa Básica de Juros (Selic) para 2% ao ano, o menor percentual da série histórica. A autoridade monetária levou em consideração a retração econômica global causada pela pandemia da Covid-19, a maior “desde a Grande Depressão”, e apesar de alguns sinais de retomada da atividade, “o ambiente para as economias emergentes segue desafiador”.

“ Os setores mais diretamente afetados pelo distanciamento social permanecem deprimidos, apesar da recomposição da renda gerada pelos programas de governo. Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais”, destaca a nota do Copom.

O Comitê também avalia que a inflação permanece abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta. “As expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 1,6%, 3,0% e 3,5%, respectivamente”, destaca. E ressalta que, por um lado, o nível de ociosidade pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado. “Esse risco se intensifica caso uma reversão mais lenta dos efeitos da pandemia prolongue o ambiente de elevada incerteza e de aumento da poupança precaucional”.

Por outro lado, políticas fiscais de resposta à pandemia que piorem a trajetória fiscal do país de forma prolongada, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco. Além disso, os diversos programas de estímulo creditício e de recomposição de renda, implementados no combate à pandemia, podem fazer com que a redução da demanda agregada seja menor do que a estimada, adicionando uma assimetria ao balanço de riscos.

Esse conjunto de fatores implica, potencialmente, segundo o BC, uma trajetória para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária. “O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”.

Fonte: Correio Braziliense

Guedes condiciona maior isenção do IR à ampliação de base com novo imposto

A ampliação de base tributária desenhada pelo governo passa pela criação de um imposto sobre pagamentos aos moldes da extinta CPMF – Foto: Wilson Dias

O ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou nesta quarta-feira (29) que uma ampliação da faixa de pessoas isentas do Imposto de Renda – compromisso de campanha do presidente Jair Bolsonaro – só será possível após a criação de um novo imposto para ampliar a base de arrecadação do governo.

Após reunião técnica no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que a reforma tributária defendida pelo governo não levará a um aumento de impostos no país. “Se houver uma base ampla nova, ela permite extinguir vários impostos: fogão, geladeira, máquina de lavar roupa, aumentar faixa de isenção [do Imposto de Renda], muita coisa pode ser feita se nós conseguirmos uma base ampla que tribute quem não pagava antes e permita pagar menos aqueles que já pagavam. Quando todos pagam, todos pagam menos”, afirmou.

A ampliação de base tributária desenhada pelo governo passa pela criação de um imposto sobre pagamentos aos moldes da extinta CPMF, com foco em arrecadar principalmente de transações e serviços digitais. Na campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro defendeu a isenção de Imposto de Renda para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, com a cobrança de alíquota única de 20% para todas as outras.

Esta não é a primeira vez que a equipe econômica condiciona benefícios à criação do novo imposto. Pelos planos de Guedes, a redução de encargos trabalhistas será colocada em prática após a implementação do tributo, que pode arrecadar R$ 120 bilhões ao ano.

Auxiliares do ministro também defendem que o novo imposto seja usado para bancar parte da ampliação do programa Bolsa Família. “Você pode reduzir o Imposto de Renda, eliminar alguns IPIs, reduzir cinco, seis, dez impostos se tiver uma base ampla onde crie uma nova incidência para pessoas que não pagam, sejam pagamentos digitais, tem uma enorme economia digital em crescimento e o IVA foi melhor desenhado para a indústria”, afirmou.

Na última semana, o governo apresentou a primeira fase de sua reforma tributária, restrita a uma unificação de Pis e Cofins em um IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que incide sobre consumo. Membros do Ministério da Economia afirmam que desoneração da folha de salários será enviada ao Congresso ainda em agosto, junto com a proposta de criação do imposto sobre pagamentos.

Fonte: Folha de PE

Taxa Selic: Queda gera mudança na rentabilidade de investimentos

Em atual cenário, rentabilidade bruta de RDBs é quase o dobro da poupança, aponta levantamento do Yubb

A queda da taxa Selic de 3% para 2,25%, a nova mínima histórica determinada pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), alterou a rentabilidade dos investimentos em renda fixa.

É o que aponta levantamento realizado pelo Yubb (http://yubb.com.br/), maior buscador de investimentos do país.

Confira o ranking completo de rentabilidade bruta:

Poupança* – 1,58%

LCA*– 2,20%

Tesouro Selic – 2,25%

LCI* – 2,28%

CDB – 2,47%

Debênture Incentivada* – 2,77%

LC – 2,84%

LF – 2,91%

Debênture – 2,97%

RDB – 2,99%

*Rentabilidade líquida, pois é isenta de tributação

Redução da Taxa Selic

“A atividade econômica precisa de juros mais baixos porque, com isso, há um incentivo de gastos e de consumo.

Esta é uma medida necessária para puxar a inflação para cima”, detalha Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb.

Diante desse cenário, um ponto que vale a pena ser considerado é que a inflação projetada para 2020 é de 1,60% segundo o Relatório Focus do dia 15/06/2020.

Ou seja, a rentabilidade da poupança (1,58%) está abaixo da inflação.

“Agora, mais do que nunca, o investidor deve procurar oportunidades que ganhem da inflação e a poupança não é uma delas”, diz Bernardo.

Além disso, o especialista em investimentos aponta que o Copom mencionou que pode fazer mais reduções ainda neste ano, embora com ajustes menores.

“Essa é a oitava redução seguida da Selic.

Para o órgão, as questões econômicas do país continuam a prescrever estímulo monetário, ou seja, a redução da Selic para se ter mais dinheiro circulando”, conclui Bernardo.

Sobre o Yubb

Buscador online e gratuito, conhecido como o “buscapé dos investimentos”, pois mapeia todos os investimentos do país e recebe mais de 8 milhões de buscas por mês.

Por Hafiki Comunicação

Como a pandemia pode favorecer o empreendedorismo

Artigo escrito por Diego Gonsales dos Reis*

Existe um dito popular bastante conhecido, mas verdadeiramente atual. Em toda a crise existe uma oportunidade. As vezes é difícil de enxergar, mas que existe, existe.

Atualmente é indiscutível que o mundo vive um cenário de crise devido à pandemia de Covid-19. Todos sabemos que essa crise trouxe impacto profundo para a sociedade brasileira, e, consequentemente, para a economia. Negócios estão fechando, há a queda da circulação de renda e os padrões de consumo da população mudaram.

O número de desempregados hoje no Brasil, entre índices oficiais e não oficiais, ultrapassam a casa de 20 milhões de pessoas. Convenhamos que é um número extremamente alto, representando um exército de pessoas fora da linha de consumo e de participação no mercado, sem considerar o lado humanitário de inúmeras famílias sem condição de se sustentar.

Neste contexto, pesquisas mostram que cerca de 40% das pequenas e médias empresas pararam. Além disso, segundo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a produção industrial brasileira (PIM-PF) registrou em março de 2020 queda de 3,8% em relação ao mesmo mês de 2019. Na série com ajuste sazonal, a indústria recuou 9,1% na margem, acumulando, assim, retração de 1,7% nos três primeiros meses ano.

Com esses números fica difícil prever quando o nível de emprego voltará a subir e apresentar um índice menos doloroso do que o atual. Então da mesma forma que a situação é grave, também existem oportunidades de empreender. Todo desempregado atual pode ser um empreendedor em gestação. A necessidade gera busca de alternativas e nesse momento é que as oportunidades aparecem.

Hoje emprego aproximadamente 7 mil colaboradores, mas meu primeiro empreendimento foi a criação de uma empresa de motoboys aos 16 anos. Antes dessa empresa eu já demonstrava sinais de empreendedor, uma vez que eu pegava dinheiro emprestado e comprava vela para vender no cemitério de final de semana. O empreendedor é aquele que sai de sua zona de conforto e consegue se organizar e se desenvolver mesmo em meio às dificuldades. Para isso, ele contraria o senso comum e enxerga além da crise, criando oportunidades de contorná-la por meio de inovações e melhorias em seu negócio, não somente necessárias para sua sobrevivência, mas também que tragam impacto positivo para o mercado.

Aos 23 anos fui trabalhar com o meu tio de ajudante geral e alguns anos depois comprei a empresa dele, engrossando a fila dos exemplos de como o pensamento empreendedor se transformou em empresas de sucesso. Portanto, todos podemos perceber a importância de empreender e inovar em cenários de crise como a vivida atualmente por causa da pandemia.

Em momentos de crise e dificuldade econômica ter uma visão que fuja do imobilismo, empreender buscando alternativas de sustento para a própria família e, quem sabe, para outras famílias, pode ser uma saída honrosa e rentável. Se você faz parte de um exército de trabalhadores sem trabalho, o caminho do empreendedorismo é forte arma para se enfrentar esse momento. Mas é preciso seriedade, empreender deve ser encarado como uma mudança de comportamento e atitudes; é sair da posição de vítima e virar agente de sua própria história. Empreender é parar para buscar o melhor de si e ir atrás de resultados. É mais fácil buscar clientes que buscar emprego.

De outro lado, devo sugerir a quem já empreendeu e está sofrendo dificuldades nesse período, que tente se adaptar, criar alternativas de modo a adaptar sua empresa ao momento, rever processos ou criar algo novo que impacte positivamente a sociedade. Todas essas são formas de amenizar as dificuldades geradas pela pandemia tanto para conseguir trabalho como no meio em que você vive.

*Diego Gonsales Reis é empresário e diretor presidente da GDR Holding Investimentos

Por Vervi Assessoria

Maia quer priorizar reforma tributária e pede colaboração do setor privado para retomada econômica

Em live com empresários, o presidente da Câmara afirmou que o sistema tributário atual prejudica mais os trabalhadores que a elite e destacou que a economia brasileira precisa facilitar a concorrência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a prioridade neste momento na Casa é a votação da reforma tributária e cobrou que o setor privado dê sua contribuição para a retomada da economia. Ele também defendeu a reforma administrativa como instrumento para melhorar a qualidade do gasto público brasileiro, mas disse que a tramitação da proposta deve atrasar em razão de o Executivo adiar o envio da matéria para o ano que vem. Rodrigo Maia participou de uma live promovida pela Conexão Empresarial nesta terça-feira (16).

“Simplificação e segurança jurídica são importantes. Vamos ter uma longa agenda do segundo semestre para encontrar os caminhos ao desenvolvimento econômico sustentável de médio e longo prazos”, declarou o presidente.

“Temos um sistema tributário que tributa mais o consumo do que a renda, o que prejudica mais os trabalhadores do que a elite, e temos uma economia fechada, o que significa que privilegiamos a não concorrência. Isso é importante que seja organizado”, acrescentou.

Tecnologia 5G Maia afirmou que a politização sobre o 5G pode encarecer o gasto dessa nova tecnologia no Brasil. O País sofre pressão por parte do governo americano para que não use a tecnologia chinesa de telefonia móvel de quinta geração. Segundo Maia, se o Brasil abrir mão da concorrência com a participação dos chineses, vai atrasar a implementação dessa tecnologia.

“Espero que a gente deixe a política de fora e entenda a importância da concorrência para beneficiar o cidadão. Nesse caso, se não tiver a concorrência no produto mais barato, quem vai pagar a conta é a sociedade brasileira”, argumentou.

Papel da imprensa Rodrigo Maia foi questionado se a imprensa não estaria superdimensionando a crise política e institucional no País. Ele afirmou que os meios de comunicação cumprem o seu papel, sobretudo, ao informarem sobre o que chamou de “atos inaceitáveis de radicalização”, como as ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a parlamentares. Maia ressaltou que é preciso respeitar as ações do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. O presidente da Câmara reforçou mais uma vez a necessidade do diálogo entre as instituições.

“A imprensa cumpre o seu papel, e há uma radicalização de alguns. Não podemos esquecer que repórteres têm sido agredidos. Isso vem gerando uma sinalização muito ruim na mídia internacional e nos atores internacionais. Estamos discutindo democracia, isso é a pior coisa do mundo, pois, se há essa discussão, é porque há dúvidas sobre o nosso sistema democrático”, disse Rodrigo Maia.

Economia Segundo ele, o País ainda vai viver um período de pico de crise econômica mais profunda no segundo semestre. Ele defendeu que o Estado brasileiro continue organizando a área social e aja para garantir os financiamentos prometidos para as empresas. Maia lembrou que há setores que não foram beneficiados por políticas por parte do governo.

“No setor de aviação estamos vivendo uma tragédia, e a gente não consegue nem organizar uma linha de crédito para capital de giro para as companhias aéreas”, citou. “Se a gente for ao porto de Santos, vamos ver navios parados, sem ter o que fazer. Essa crise não será superada com conflitos e polêmicas, será superada com harmonia e diálogo”, sustentou o presidente da Câmara.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier Edição – Marcelo Oliveira

Por Agência Câmara de Notícias