Relacionamentos interpessoais no trabalho: como lidar com a reclusão do home office

Há mais de um mês, diversas empresas determinaram o regime de home office para grande parte dos colaboradores, por conta da pandemia da Covid-19. Logo no início do isolamento já era possível perceber que nem todo mundo estava se adequando bem à nova realidade. Muitos adaptaram espaços, mantiveram a rotina, mas, por mais que se tente emular o ambiente profissional, uma coisa é insubstituível: os relacionamentos interpessoais no trabalho.

Uma pesquisa da cRio, think tank da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), perguntou a 403 cariocas do que eles mais sentiam falta neste período de reclusão. As respostas variam: 43% dizem sentir falta do movimento de pessoas; 39%, de ver as ruas cheias, enquanto para 84%, o que tem pesado mesmo é não pode abraçar quem gosta.  

Ou seja: a falta de interação humana tem pesado. E, com certeza, não apenas para os cariocas. Por mais que a equipe esteja reunida em um ambiente virtual, a convivência, a espontaneidade e os vínculos criados no ambiente profissional fazem parte da rotina e da vida. E, claro, diante da reclusão, a ausência desses detalhes é sentida por quem estava acostumado a compartilhar o escritório. 

Alguns têm driblado essa falta utilizando sons disponibilizados por diversas plataformas para simular um ambiente profissional (você pode encontrar algumas opções aqui, aqui ou aqui). Essa saída tem até mesmo o apoio de alguns estudiosos, que garantem que um determinado nível de ruído ajuda na concentração e no exercício de tarefas criativas.  

Mas, e os relacionamentos interpessoais, como ficam? É possível mantê-los com uma comunicação restrita ao uso da tecnologia? Podemos adiantar que, sim, eles irão sobreviver ao distanciamento! Por outro lado, também devemos avisar que você precisará de jogo de cintura para se adaptar à nova realidade. E, para ajudá-lo nessa questão, elaboramos este artigo, com algumas dicas de como lidar com a reclusão e com todas essas mudanças. Acompanhe! 

3 dicas para preservar os relacionamentos interpessoais no trabalho mesmo no home office 

Há um bom tempo já não é mais possível dizer que vida pessoal e trabalho não se misturam. De todo modo, o isolamento social entrelaçou ainda mais essas esferas: agora, são conceitos indissociáveis. Saiba que é natural se sentir um pouco perdido em meio a esse cenário. Então, acredite: os seus colegas de trabalho também sentem falta do convívio tanto quanto você. 

Então, por que não unir forças para atravessar esse período adverso juntos? Além de manter, esse período pode também fortalecer e estreitar as relações interpessoais no trabalho. A geração Z tem mais desenvoltura em manter a comunicação virtual com os colegas por já ter nascido em um mundo digital. Agora, se você nasceu antes de 1995, pode achar que é impossível manter os laços sem a presença física. A gente vai lhe mostrar que não! Confira as dicas que separamos. 

Adapte-se a um novo estilo de comunicação 

Não é justo falarmos que tudo segue igual ao que sempre foi. As mudanças são palpáveis e, como disse Dale Carnegie, você precisa cooperar com o inevitável. Já que as mensagens, e-mails e vídeos são a única maneira de se expressar e manter contato com os colegas, adapte-se a essas ferramentas. 

Quando falamos em adotar um novo estilo de comunicação, precisamos abordar não apenas o uso das tecnologias. É preciso que a sua linguagem também se adeque ao novo contexto. Lembre-se: ao ler uma mensagem, você não pode ver as expressões faciais e corporais ou ter ideia do tom de voz usado pelo interlocutor. Portanto, tenha isso sempre em mente na hora de conversar com os colegas e preze por um diálogo claro. 

Use vídeo ou áudios 

É possível que a empresa já tenha instituído os encontros virtuais diários. Mas eles não precisam acontecer apenas uma vez por dia por poucos minutos. Se você precisa desenvolver um projeto em conjunto com outra pessoa, marcar uma videochamada pode ser uma boa ideia. Além de quebrar as barreiras impostas pelas mensagens de texto, ver e ouvir os colegas fortalece os relacionamentos interpessoais no trabalho. 

O home office também traz consigo algumas “regras de etiqueta”: 

  • pergunte sempre a disponibilidade dos colegas e nunca ligue de surpresa; 
  • peça permissão para enviar áudios e não os envie muito longos. 

Vale lembrar que todos os assuntos conversados por vídeo ou por áudio devem ser documentados por e-mail, após a reunião. Assim, vocês mantêm um histórico com os principais pontos debatidos, o que facilita no momento de buscar por informações (imagine que contraproducente ter que ouvir vários minutos de gravação para relembrar uma única frase). 

Façam uma pausa para o cafezinho 

Nas empresas, a pausa para o cafezinho é, normalmente, aquele momento descontraído, de interação e leveza. Isso pode continuar acontecendo, mesmo que com cada um na sua casa! Proponha aos colegas uma pausa no meio da tarde para uma chamada de vídeo em grupo. 

Por 15 ou 20 minutos, conversem sobre tópicos que não envolvam o trabalho. Acredite, com todos vivendo a mesma situação, assunto não irá faltar! 

Essas dicas podem parecer simples, mas diante das tensões que todos estamos vivendo diariamente, podem tornar a jornada de trabalho mais leve. Além disso, ajudam a fortalecer os relacionamentos interpessoais no trabalho, tornando a volta para o escritório muito mais prazerosa. 

Fonte: Portal Dale Carnegie.



Fonte: https://portaldalecarnegie.com/relacionamentos-interpessoais-no-trabalho/

Dados revelam que fazer Faculdade é Investir em Emprego

Com formação superior, as oportunidades de trabalho são maiores e melhores

Durante a pandemia muitas coisas mudaram e outras serão modificadas quando terminar o isolamento social, especialmente no mercado de trabalho. Condições motivadoras de pesquisa sobre ensino superior e empregabilidade em tempos de pandemia realizada pelo Instituto Semesp. Após levantamento, cruzamento e análises de dados, a constatação, que é também reafirmação, mostra que fazer curso superior representa investimento na busca e manutenção de emprego.

Dentre vários dados relevantes, está o de que quem possui formação superior tem 54% menos de chance de ficar desempregado, em relação aos que possuem ensino médio ou fundamental completo. Atualizada pelo instituto que é o centro de inteligência analítica do Semesp, a pesquisa em sua 2ª versão é sustentada em fontes de credibilidade científica, como são os casos do Relatório Focus, divulgado em 20 de abril deste ano pelo Branco Central; e do Mapa do Ensino Superior do Brasil 2020, em sua 10ª edição.

Tem outros dados com o mesmo crédito, extraídos da Relação Anual de Informais Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho; da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); do mais recente Censo da Educação (2018) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anízio Teixeira (Inep); do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Programa Universidade para Todos (Prouni).

Garantia de futuro

A pesquisa deixa muito claro que este é um momento de investir e que estudar é garantir o futuro promissor, com espaço no mercado de trabalho. Também evidencia a estreita relação entre emprego e empregabilidade, sendo que, quanto maior o nível de escolaridade, menor a chance do trabalhador em ser afetado em período de crise no mercado de trabalho. Entre a população economicamente ativa, a taxa de desocupação é bem menor para quem tem o ensino superior completo.

Em 2019, os impactos da taxa de desocupação apresentaram uma espécie de empate técnico ao ficar em 13,5% para o trabalhador com ensino fundamental completo e 13,3% para que tem o ensino médio. Para quem tem o ensino superior ficou em 6,1%; percentual 54% menor em relação aos que pararam de estudar após o ensino básico, fundamental ou médio. Então, a chance de desemprego é 2,20 vezes maior para quem fez o fundamental e 2,27 vezes maior ao médio, em relação ao superior.

emprego

É uma situação que afeta muito o jovem que até os 24 anos sofre com o maior impacto na redução da oferta de vagas, mesmo incluindo iniciativas como a do Jovem Aprendiz. Nos últimos quatro meses de 2019, a taxa geral de redução de emprego foi de 11%, enquanto para os jovens ficou em 23,8% até 24 anos. Na faixa etária após os 24 e até os 30 anos, para quem tinha o fundamental, a redução foi de 15,4%, o médio 13,8% e o superior 9,8%.

Principal alternativa

Especialmente pelos dados da Rais, a estimativa do Instituto Semesp é de que o Brasil poderá perder 3,3 milhões de empregos formais no decorrer deste ano e dentro do universo de 47,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Destes, 49,5% de nível médio, 22,9% superior e 8,2% fundamental. Diante de dados dos últimos seis anos, de 2014 a 2019, a projeção que se faz do desemprego por nível de instrução apresenta 14,7% que tem o fundamental, 5,3% médio e 1,3% superior.

A principal conclusão apresentada pela pesquisa assegura que por mais que as empresas sejam obrigadas a reduzir custos e cortar vagas de empregos, elas precisam contar com profissionais qualificados como estratégia para enfrentar a crise. Daí, a constatação, em tom de reafirmação, de que investir em educação superior é a principal alternativa para se manter competitivo nesse cenário de crise econômica durante a pandemia e que persistirá quando ela passar.

No Brasil, ainda conforme a pesquisa, possuir formação em nível superior gera muitos benefícios em relação à empregabilidade, já que a taxa de escolarização líquida é de 17,9%, bem abaixo da meta de 33% estabelecida pelo Plano Nacional de Escolarização. Se em tempos de economias estáveis a disputa por profissionais qualificados eleva a remuneração, em tempos de crise a formação em nível superior, no mínimo, reduz os riscos de desemprego.

Importância da qualificação

Para o pró-reitor Acadêmico da Unoeste, Dr. José Eduardo Creste, a pesquisa do Instituto Semesp reforça a importância da qualificação profissional no ensino superior para a inserção ou manutenção no mercado de trabalho. Seu entendimento é de que o jovem deve pensar no seu futuro, sonhar, acreditar e investir em sua carreira. Afirma que agora e daqui para a frente o conhecimento deve ser valorizado ainda mais, por se tornar cada vez mais essencial.

“Na graduação presencial, seja pensando em diferentes cenários, como os da educação a distância ou os cursos técnicos, buscar o crescimento pessoal e profissional faz toda a diferença”, afirma o pró-reitor e comenta que no Brasil ainda existem muitas pessoas fora do ensino superior, no sentido de que o empenho em avançar nos estudos faz a diferença em qualquer momento, mas especialmente em tempos de crise como essa advinda da pandemia do novo coronavírus.

Serviço

Confira mais informações sobre a Pesquisa de Empregabilidade no site do Semesp, que também lançou recentemente o Mapa do Ensino Superior no Brasil 2020.

Fonte: Jornal Contábil

A CLT, O Home Office e suas contradições

Com a utilização de novos mecanismos eletrônicos, aplicativos, telefones inteligentes, softwares etc., cada vez mais presentes em nossa vida, permitem a prestação de serviços de forma descentralizada, isto é, nos mais diversos locais, longe da sede do empregador.

Hoje, vivenciamos a chamada 4ª Revolução Industrial, cuja fase é definida pela transição em direção a novos sistemas que foram construídos a partir da infraestrutura da revolução digital.

Este novo modelo afeta toda a sociedade, uma vez fez surgir novas formas de consumo, de relacionamentos e de meios de produção. Logo, esta revolução rompe com a clássica maneira de se trabalhar no estabelecimento do empregador.

O advogado Bruno Faigle ressalta que “esta alteração da forma clássica da relação empregatícia não é de hoje. A Lei n°. 12.551, de 15 de dezembro de 2011, que alterou o art. 6° da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), já se preocupava o trabalho fora das dependências do empregador, tanto é, que equiparou o trabalho realizado fora da empresa ao realizado dentro da empresa”.

Essa nova forma de prestação de serviços ganhou grande destaque em tempos de isolamento social – convid-19, porém, ressalta o advogado, que a utilização deste recurso deve ser analisado com parcimônia pelo empregador.

A lei n° 13.467/2017, conhecida como “Reforma Trabalhista”, tratou o assunto, teletrabalho (home office) nos arts. 75 – A até 75 – E.

Porém, sob o aspecto legal, a criação desses novos dispositivos entram em conflito com a CLT, trazendo incoerências sobre o tema.

clt

Bruno Faigle comenta que “o capítulo II da CLT, trata sobre a duração do trabalho e todas as regras aplicáveis à jornada laboral, dentre eles a duração normal do trabalho, trabalho em regime parcial, a previsão de pagamento de horas extraordinárias e número máximo de horas do sobrelabor”.

Neste mesmo capítulo, está o art. 62, que trata das exceções à regra, afastando a necessidade de controle de jornada aos empregados que exercem atividade externa incompatível como controle de jornada, aos Exercentes do cargo de gestão afigura do empregador, e, acrescentado pela reforma trabalhista, o Teletrabalhador/ Home Office.

Mas será o home office incompatível com o controle de jornada?

Hoje, com o avanço de sistemas de informação, pode avaliar a produção e atividade do empregado, mesmo ele estando à distância, bem como, mensurar quanto tempo é gasto em determinada página da internet e outros”.

Comenta o advogado que “o art. 6° da CLT, não revogado pela reforma trabalhista, é expresso ao determinar que inexiste distinção entre o trabalho realizado na sede da empresa e o realizado no domicílio do empregado. Ainda, ressaltando que os meios de comando, controle e supervisão se equiparam”.

Logo, além da clara possibilidade de controle de jornada do teletrabalhador, o trabalho realizado à distância é equiparado ao trabalho realizado na sede da empresa.

Diante essa incongruência, como explica Bruno Faigle, “somente será retirado o direito a horas extras do teletrabalhador quando o empregador não tiver meios efetivos de controlar sua jornada, devendo o art. 62, III, da CLT ser analisado com cautelas, uma vez que, vigora no direito do trabalho o princípio da proteção, cujo prevalência de normas é decidida pela mais benéfica ao trabalhador”.

Fonte:Jornal Contábil

Receita Federal prorroga até 30 de junho suspensão das ações de cobrança

Atendimentos presenciais e procedimentos administrativos são afetados pela medida

A Receita Federal prorrogou até 30 de junho as medidas temporárias adotadas por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19) referentes às regras para o atendimento presencial e referentes a diversos procedimentos administrativos adotados na Portaria nº 543/2020. A alteração está prevista na Portaria RFB nº 936/2020, publicada na edição extra de hoje do Diário Oficial da União.

receita federal

Os procedimentos administrativos que permanecem suspensos até o dia 30 de junho são:

I – emissão eletrônica automatizada de aviso de cobrança e intimação para pagamento de tributos; II – notificação de lançamento da malha fiscal da pessoa física; III – procedimento de exclusão de contribuinte de parcelamento por inadimplência de parcelas; IV – registro de pendência de regularização no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) motivado por ausência de declaração; V – registro de inaptidão no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) motivado por ausência de declaração.

O prazo para atendimento a intimações da Malha Fiscal da Pessoa Física e apresentação de contestação a Notificações de Lançamento, também da Malha Fiscal PF, e dos despachos decisórios dos Pedidos de Restituição, Ressarcimento e Reembolso, e Declarações de Compensação ficam prorrogado até o dia 30 de junho.

A emissão eletrônica de despachos decisórios com análise de mérito em Pedidos de Restituição, Ressarcimento e Reembolso, e Declarações de Compensação, que estavam suspensas até a data de hoje, retomam à normalidade. Entretanto, o contribuinte não será prejudicado pois o prazo de impugnação desses atos estão suspensos até o dia 30 de junho.

A norma também determina que o atendimento presencial nas unidades de atendimento da Secretaria da Receita Federal (RFB) ficará restrito, até 30 de junho de 2020, mediante agendamento prévio obrigatório, aos seguintes serviços:

I – Regularização de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); II – cópia de documentos relativos à Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e à Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) – beneficiário; III – parcelamentos e reparcelamentos não disponíveis na internet; IV – procuração RFB; e V – protocolo de processos relativos aos serviços de:

a) análise e liberação de certidão de regularidade fiscal perante a Fazenda Nacional; b) análise e liberação de certidão de regularidade fiscal de imóvel rural; c) análise e liberação de certidão para averbação de obra de construção civil; d) retificações de pagamento; e e) Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Caso o serviço procurado não esteja entre os relacionados, o interessado deverá efetuar o atendimento por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) , na página na internet. Outros casos excepcionais serão avaliados e o chefe da unidade poderá autorizar o atendimento presencial.

A restrição temporária do fluxo de contribuintes nas unidades de atendimento da Receita Federal visa à proteção dos contribuintes que procuram os serviços, bem como a proteção dos servidores que ali trabalham.

Fonte:  Jornal Contábil

Profissionais liberais ganham nova linha de crédito de até R$ 100 mil

Com o afastamento social necessário para conter a covid-19, muitas empresas deixaram de operar temporariamente. Restaurantes, bares, lojas, pousadas e negócios da área de lazer foram impactados pela crise. Quando falamos de empresas médias ou grandes, algumas têm caixa para sobreviver durante os meses de isolamento.

Porém, quando o assunto são profissionais liberais, fica mais difícil conter os impactos do coronavírus, principalmente pela falta de caixa. A boa notícia é que o senado aprovou na quinta-feira (28) uma nova linha de crédito voltada para esse público. Esse crédito se destina aos trabalhadores autônomos que atuam como pessoa física e ainda vai passar pela Câmara. O autor é Eduardo Girão (Podemos-CE) e o relator é Omar Aziz (PSD-AM). O projeto foi aprovado por 73 votos a zero.

FGTS

Linha de crédito para profissionais liberais é aprovada pelo senado

Como vai funcionar a concessão de crédito

A princípio, serão R$ 5 bilhões destinados para profissionais liberais. De acordo com o projeto, as condições serão facilitadas e o crédito será destinado principalmente a profissionais da área da saúde. Dentistas autônomos são um exemplo de profissional que poderão solicitar o crédito. Essa categoria não está sendo contemplada por nenhum outro benefício do governo, como o auxílio emergencial, por isso surgiu a necessidade da nova linha.

Além disso, contribui para que a categoria tenha prioridade para o crédito o fato dos profissionais da saúde estarem mais expostos ao coronavírus. Ou seja, são trabalhadores que estão com a produtividade reduzida em função do risco. Outros exemplos, além dos dentistas, são nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, veterinários, entre outras categorias que dificultam que seja feito home office.

Vale ressaltar que profissionais liberais são diferentes de profissionais autônomos. No primeiro grupo, estão pessoas com graduação ou curso técnico, com algum registro profissional. Já os autônomos pertencem a categorias que não exigem uma formação específica.

Serão destinados até R$ 100 mil por pessoa. Os juros cobrados serão de 3,75% ao ano, acrescidas de 1,25%. O pagamento pode ser feito em 36 parcelas e o dinheiro pode ser usado para pagar contas de água, energia, aluguel, estoque, entre outras despesas. O valor a ser concedido será calculado tendo como referência o faturamento mensal.

Outras medidas para auxiliar profissionais liberais

Para muitos profissionais, a solução tem sido procurar crédito fora dessas linhas. Porém, conseguir um empréstimo tem se tornado uma tarefa cada vez mais difícil. Com a inadimplência crescendo por conta da crise, as instituições financeiras ficam mais restritivas com relação à concessão de crédito, justamente quando ele é mais necessário.

As micro e pequenas empresas também, em tese, devem receber mais crédito para contornar as consequências da pandemia. Porém, de acordo com o Sebrae-RS, 63% das micro e pequenas empresas que tentaram conseguir empréstimos durante a crise não haviam conseguido até o dia 20 de maio.

No caso dos autônomos, que são aqueles que não tem um registro profissional, algumas categorias que estão enquadradas no MEI foram atendidas pelo auxílio emergencial de R$ 600, que segue sendo pago em parcelas. Além disso, o pagamento dos tributos mensais para o governo tiveram o vencimento adiado por seis meses, para dar fôlego aos pequenos negócios.

Para muitos profissionais autônomos, a saída tem sido recorrer à tecnologia para conseguir voltar a trabalhar. Consultas online no caso dos profissionais da saúde, atendimento remoto e consultorias pela internet são algumas das alternativas.

No caso de nutricionistas, fisioterapeutas e até dentistas é possível fazer teleconsultas para realizar uma triagem e avaliar a necessidade de um atendimento presencial, por exemplo. Também é possível passar exercícios físicos e prestar o apoio que é necessário aos pacientes que estão em casa. Nesse momento, os conselhos estão flexibilizando as regras sobre atendimento a distância em diversos setores da área da saúde.

Dicas para os profissionais liberais na quarentena

Para sobreviver à crise e continuar tendo pacientes, é preciso utilizar os recursos disponíveis enquanto o crédito não é oficialmente concedido. Se você é um profissional autônomo, divulgue seus serviços pela internet, sempre tendo em vista as recomendações de seu conselho de ética.

Se comunique com frequência com seus clientes, utilizando os aplicativos de mensagem e redes sociais e crie conteúdo que irá fazer seu trabalho ser lembrado pelas pessoas. Lives, vídeos e artigos de blogs são opções para você aproveitar o tempo em casa e se destacar em seu nicho de atuação. Com o atendimento remoto, a vantagem é que você amplia seu público-alvo para todo o mundo, não apenas a sua região.

Conteúdo original Seu crédito Digital

6 passos para uma contratação remota sem erros

Como um candidato terá identificação com a minha marca sem frequentar o ambiente? O que fazer para atraí-lo? De que forma devo abordá-lo? Estas e outras perguntas se tornaram o novo normal em época de pandemia. Para esclarecer estas e outras dúvidas o PageGroup acaba de lançar um Guia de Contratação Remota, publicação elaborada por especialistas em recrutamento e seleção totalmente dedicada ao novo cenário global de contratações.

“Embora muitas empresas tenham implantado planos de contingência para evitar maiores instabilidades durante a pandemia, é claro que ainda existem muitas questões a serem resolvidas. Profissionais de todos os níveis estão aprendendo à medida que as coisas avançam. Mas uma certeza é de que os processos de R&S estão passando e continuarão sendo altamente impactados em mudanças significativas, especialmente pela alta adoção da tecnologia. Nesse momento devemos ajudar e fazer parte dessas transformações, apontando os melhores e caminhos e soluções em atração e retenção de talentos “, explica Gil van Delft, presidente do PageGroup no Brasil.

Veja abaixo as seis dicas e análises do consultor:

• Destaque sua proposta de valor e promova a marca

A proposta de valor (Employee Value Proposition) é uma das principais formas de demonstrar porque os candidatos devem querer fazer parte da equipe. Para aprimorar o EVP, antes de compartilhá-lo com os profissionais, é preciso identificar o que quer que ele diga ou faça pela instituição. Mesmo que já tenha uma proposta consolidada, é necessário revisá-la durante o momento de transformações em curso para garantir que continue alinhada aos objetivos da empresa. Um EVP deve ser exclusivo para cada negócio e, se for um verdadeiro reflexo de como é trabalhar na corporação, atrairá o talento certo.

Outras formas de promover uma marca são ter uma missão e visão com valores claros para atrair candidatos e engajar funcionários, compartilhar a jornada e os objetivos da empresa com frequência e investir na qualidade e na transparência das comunicações internas e externas.

home office

• Faça uma boa descrição do cargo

Ao considerar a mudança do perfil dos candidatos e a busca por propósitos que vão além de salários, as descrições dos cargos precisam ser detalhadas para atrair talentos. Como os encontros físicos não podem ser realizados por enquanto, é fundamental que o texto aponte tudo o que os profissionais devem saber sobre a vaga e suas funções, com transparência e sem abrir brechas para ambiguidades. Em alguns casos, vale explicar como a função funcionará se for esperado que o candidato selecionado trabalhe remotamente enquanto durar isolamento social. No entanto, não deixe de incluir a estratégia de longo prazo, metas e objetivos gerais, que continuarão sendo focos de todos quando a pandemia terminar.

Entre os principais pontos de atenção, que devem constar nos anúncios, estão: O que a organização faz? Qual é o propósito e a missão? O que a empresa deseja alcançar e como? Onde está o negócio ou a empresa nessa jornada? Como a posição descrita se encaixa nessa jornada? Como é descrita a cultura? Quais os modelos de negócio existentes?

• Avalie detalhadamente os currículos

Em um momento de grandes mudanças, tanto para as empresas, quanto para as pessoas, é importante prestar ainda mais a atenção nas habilidades e competências de um candidato por meio da análise de seu currículo de acordo com os objetivos da função. Considere as habilidades técnicas, experiências anteriores em mercados similares, qualificações e desempenhos para garantir maiores chances de aptidão para o cargo oferecido.

Os profissionais entrevistados por vídeo tendem a ser mais rápidos e eficientes nas respostas do que pessoalmente, o que significa que os gestores poderão conhecer mais pessoas em um espaço de tempo mais curto do que antes, agilizando os processos seletivos. No entanto, é preciso estar atento para não cair em armadilhas de procurar brechas na carreira e questionar a contratação de alguém que está desempregado. Considerando o cenário atual, a postura pode significar a perda de um profissional preparado e compatível com a empresa.

• Adapte-se às tecnologias

Existem diversas opções no mercado para videochamadas, incluindo Zoom, Skype e Microsoft Teams, entre outras. Vale a pena contar com o maior número possível de plataformas, já que nem todos os candidatos terão acesso às mesmas tecnologias. A seleção também é importante para garantir a compatibilidade com a segurança interna de TI e a configuração para uso em sistemas remotos de nuvem.

Embora a maioria ofereça boa visão e qualidade de áudio, não garante a experiência completa de estar em uma sala de entrevista física, reagindo a expressões e linguagem corporal e criando relacionamento. No entanto, não encare como uma barreira. Conduza a entrevista da mesma maneira que faria pessoalmente, para que possa ter a avaliação de competências e entender a experiência do candidato e como se encaixaria na sua equipe.

• Faça a oferta certa ao talento certo

Tão importante quanto encontrar o candidato certo, é oferecer uma boa proposta de trabalho para retê-lo. Mas, nem sempre o que é vantajoso para um profissional, será para outro. Uma oferta baseada em salário dificilmente será aceita. Os requisitos dependem de uma análise do estágio de vida e carreira em que se encontram, que também deve considerar a função e as responsabilidades no cargo e como o profissional contribuirá diretamente para as metas e objetivos mais amplos da organização.

Os benefícios, além do padrão de mercado, são fatores de destaque na hora da oferta. Políticas de trabalho flexível, folgas nos aniversários, subsídios educacionais, entre outros, são grandes atrativos. Se possível, informe os valores monetários dos recursos oferecidos. Demonstre de maneira a reiterar o valor total, em vez de se concentrar apenas no salário-base.

• Adapte seu onboarding ao modelo remoto

É importante planejar a integração antes da chegada do novo colaborador, ainda mais se o processo será inteiramente remoto. Tudo se resume a uma pergunta-chave: o que você deseja que seu novo colaborador faça no primeiro dia?

Um e-mail de boas-vindas pode ser enviado ao novo membro para o guiar quando der início aos trabalhos. Defina o cronograma para a primeira semana e forneça detalhes sobre pontos de contato, caso ele tenha alguma pergunta adicional. Aproveite para enviar as políticas da empresa e conteúdos sobre as principais áreas de negócios, que o ajudarão a mergulhar na cultura, visão e valores da nova corporação. Após os direcionamentos, verifique se o profissional está apto a trabalhar remotamente e se conta com os equipamentos necessários.

Ao início das atividades, mantenha uma rotina de contatos por meio dos canais de comunicação, para que, assim, o iniciante entenda melhor como seu papel se encaixa na estratégia ampla e comece a construir relacionamentos. Por fim, não deixe de fornecer feedbacks e modere expectativas, uma vez que o treinamento remoto pode ser mais complicado do que o presencial.

Sobre o PageGroup

Fundado na Inglaterra em 1976, o PageGroup é um conglomerado formado por algumas das consultorias de recrutamento especializado mais respeitadas no Brasil e no mundo. Listado na bolsa de valores de Londres, está presente em 36 países.

Em sua gama de soluções para recursos humanos, oferece recrutamento de conselheiros e líderes executivos, alta e média gerência, e posições técnicas e de suporte à gestão. Além disso, conta com soluções para profissionais com deficiência, temporários e terceiros, bem como a execução de programas de talentos, RPO e recrutamento de alto volume.

Atualmente, os quase 8 mil colaboradores do grupo atuam em diferentes culturas e mercados, o que contribui para o conhecimento em 3 esferas: global, regional e local. No Brasil desde 2000, os consultores espalhados pelo país já realocaram mais de 52 mil profissionais.

Fonte: Jornal Contábil

Governo vai liberar novo pagamento do FGTS em junho, veja quem recebe

No início de abril, o governo federal emitiu uma medida provisória autorizando a retirada de R$ 1.045 reais do FGTS devido a pandemia do novo coronavírus. Esta nova modalidade será lançada dentro de alguns dias, a partir de 15 de junho.

Agora se você quer saber quem tem direito, quando começam os saques e qual valor você poderá sacar, acompanhe!

Como vai funcionar o saque?

Para amenizar os impactos na economia causados pela Covid-19, o governo através da Medida Provisória de n° 946/2020 de 7 de abril de 2020, decidiu liberar novos saques de contas ativas e inativas do FGTS. O valor poderá chegar até R$ 1.045 por trabalhador.

Sendo que, qualquer pessoa que possuir saldo nas contas ativas ou inativas do FGTS poderá sacar o dinheiro. A previsão de início de saque está previsto para 15 de junho e terminando em 31 de dezembro de 2020.

Quem irá definir os critérios do cronograma de saques, será a Caixa Econômica Federal (CEF) que é responsável pelos repasses do FGTS. Está previsto para daqui alguns dias a liberação das datas.

FGTS

Como consultar meu saldo?

Vamos dar a você o passo a passo, confira:

Como acessar o App FGTS no celular

1. Na loja de aplicativos do seu celular, busque FGTS. Clique em “Instalar” e abra o aplicativo.

2. Selecione a opção “Cadastre-se”.

3. Preencha todos os dados solicitados: CPF, nome completo, data de nascimento, e-mail e cadastre uma senha de acesso.

4. A senha deve ser numérica, com seis dígitos. Quem já usava o aplicativo pode repetir o mesmo número de senha que usava antes.

5. Depois de incluir seus dados, clique no botão “Não sou um robô”.

6. Você vai receber um e-mail de confirmação no endereço de e-mail informado por você. Acesse-o e clique no link que foi enviado.

7. Após o cadastramento, abra o aplicativo e informe o “CPF” e “senha” cadastrada.

8. Após o login, aparecerão algumas perguntas adicionais sobre sua vida funcional.

9. Após responder a essas perguntas, você deve ler e aceitar as condições de uso do aplicativo, clicando em “Concordar”.

10. Pronto, agora você já pode usar o App FGTS.

Consultar saldo pelo acesso no site

1. Acesse o endereço www.caixa.gov.br/extrato-fgts.

2. Informe o número de seu NIS ou de seu CPF e clique em “Cadastrar senha”.

3. Leia o regulamento e clique em “Aceito”.

4. Preencha todos os campos com seus dados pessoais.

5. Crie uma senha com até 8 dígitos, com letras e números, e confirme. Você será direcionado para a tela de login novamente.

6. Preencha os campos com NIS ou CPF, insira a senha cadastrada e clique no botão “Acessar”.

Fonte:  Jornal Contábil

Auxílio Emergencial será prorrogado com novo valor, confira

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou nesta última quinta-feira (28) que o auxílio emergencial, voltado principalmente a trabalhadores informais, provavelmente será prorrogado. Segundo ele, no entanto, o programa teria que funcionar sob um outro formato.

“O auxílio emergencial será prorrogado? Muito provavelmente sim, mas com outro perfil, outro formato. É um programa valiosíssimo, de alta efetividade, mas caro”, afirmou em audiência virtual promovida por comissão do Congresso.

Ele afirma que o programa custa R$ 51,5 bilhões por mês, um valor que considera muito alto. Por isso, defendeu que seja avaliada a efetividade e o custo da medida. “Não cabe uma extensão muito prolongada, nas nossas contas”, disse.

auxilio emergencial

Embora não tenha mencionado o valor a ser concedido durante a prorrogação, o Ministério da Economia tem defendido um corte dos atuais R$ 600. O titular da pasta, Paulo Guedes, já disse querer um valor de R$ 200.

Waldery reforçou o posicionamento de Guedes ao dizer que a referência para a extensão deve ser o pagamento do Bolsa Família, que em média paga cerca de R$ 200 aos beneficiários.

“Pode ser prorrogado. Uma prorrogação de R$ 200 implicará em custo por mês de aproximadamente R$ 17 bilhões, então estamos dando atenção ao seguimento mais afetado da população”, disse.

No Congresso, há pressões para que o valor seja mantido em R$ 600. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) afirmou que o tema está sendo discutido entre parlamentares e que foi apresentado um projeto para a extensão do programa por mais três meses.

O auxílio emergencial é a medida anticrise que mais demanda recursos públicos, com previsão de R$ 152,6 bilhões a serem usados ao fim dos três meses originalmente estimados.

Durante a sessão, os parlamentares também pediram ao secretário medidas mais efetivas para a liberação do crédito. O Ministério da Economia admite que esse é um tema que necessita de melhoria, já que as empresas reclamam do pouco acesso a empréstimos durante a crise mesmo depois das medidas anunciadas até agora.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) mencionou o problema no financiamento de salários, que foi criado por uma MP (medida provisória). Enquanto equipe econômica e parlamentares discutem alterações no texto, ele sugere que o próprio governo altere a MP para destravar os recursos.

Apesar de o secretário dizer que a próxima etapa do programa deve ter mais recursos usados pelos empresários, o próprio ministro da Economia já reconheceu que a medida “não deu tão certo”.

Na visão de Guedes, o principal motivo para o empoçamento seria a regra que impede demissão de funcionários. As empresas teriam medo de assumir o compromisso porque podem precisar dispensar os trabalhadores.

A MP exige que as empresas beneficiárias não poderão demitir sem justa causa empregados durante a vigência do programa e até 60 dias após recebimento, por elas, da última parcela da linha de crédito.

Nas conversas da equipe econômica com o Congresso, um dos pontos discutidos é justamente a possibilidade de a empresa não ser impedida de demitir 100% dos empregados.

Com informações Folha PE

Aposentadoria por Tempo de Contribuição: Regras e mudanças para 2020

A Aposentadoria por Tempo de Contribuição acabou.

Antes da Reforma, o segurado podia se aposentar desde que atingisse 30 anos de contribuição (para as mulheres) ou 35 anos de contribuição (para os homens).

Agora, além do tempo de contribuição, deve ser observada uma idade mínima, a depender da regra de transição aplicada:

1) IDADE PROGRESSIVA: para quem ainda precisa contribuir por MAIS de 2 anos.

• HOMENS: 35 anos de contribuição + 61 anos de idade. A partir de 2020, a idade mínima sobe 6 meses a cada ano, até atingir 65 anos, em 2027.

• MULHERES: 30 anos de contribuição + 56 anos de idade. A partir de 2020, a idade mínima sobe 6 meses a cada ano, até atingir 62 anos, em 2031.

2) PEDÁGIO 50%: para quem precisa contribuir por MENOS de 2 anos.

• HOMENS: 33 anos de contribuição ATÉ a entrada em vigor da Reforma + o cumprimento de um período correspondente a 50% do que, na data da entrada em vigor da Reforma, faltaria para atingir 35 anos de contribuição.

• MULHERES: 28 anos de contribuição ATÉ a entrada em vigor da Reforma + o cumprimento de um período correspondente a 50% do que, na data da entrada em vigor da Reforma, faltaria atingir 30 anos de contribuição.

Ex.: quando a Reforma entrou em vigor, faltavam 2 anos para Maria se aposentar. Então, ela precisa cumprir os 2 anos que faltavam + 1 ano que corresponderá ao pedágio, totalizando mais 3 anos de contribuição.

3) PEDÁGIO 100%:

• HOMENS: 35 anos de contribuição + 60 anos de idade + o cumprimento de 100% do que, na data da entrada em vigor da Reforma, faltaria para atingir 35 anos de contribuição.

• MULHERES: 30 anos de tempo de contribuição + 57 anos de idade + o cumprimento de 100% do que, na data da entrada em vigor da Reforma, faltaria para atingir 30 anos de contribuição.

Ex.: quando a Reforma entrou em vigor, faltavam 3 anos para João se aposentar. Então, ele precisa cumprir os 3 anos que faltavam + 3 anos que corresponderá ao pedágio, totalizando mais 6 anos de contribuição.

Conteúdo original Wanda Neta Plazzi Ladislau Graduada em Direito pela Faculdade de Direito de Vitória – FDV. Advogada, especialista em Ciências Criminais pela Faculdade de Direito de Vitória – FDV e pós-graduanda em Direito Previdenciário pela LEGALE. Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/ES.

 

Incerteza da Economia de maio sugere acomodação em patamar elevado

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas caiu 20,2 pontos em maio de 2020, para 190,3 pontos, após acumular alta de 95,4 pontos no bimestre março-abril. Apesar da queda, o indicador permanece 53,5 pontos acima do recorde anterior à pandemia de Covid-19, de 136,8 pontos, em setembro de 2015. No mês passado, quando o IIE-Br atingira o recorde histórico, a distância havia alcançado 73,7 pontos.

“A redução da incerteza em maio, sinalizada anteriormente pela prévia do dia 13, sugere acomodação do Indicador em patamar elevado, ao devolver somente 21% da alta do bimestre março-abril. A atenuação foi influenciada pela redução relativa de notícias relacionadas à incerteza nos principais jornais do país, o que pode estar associado às perspectivas de reabertura dos mercados, assim como vem ocorrendo no exterior. Paralelamente, com a curva ainda ascendente de infectados no Brasil e as turbulências políticas, o cenário ainda conta com grandes incertezas em relação ao futuro, como sugere a alta adicional do componente de Expectativas, que mede a dispersão das previsões de mercado para variáveis da economia”, afirma Anna Carolina Gouveia, Economista da FGV IBRE.

Em maio, os dois componentes do Indicador de Incerteza trilharam caminhos opostos. O componente de Mídia, recuou 24,2 pontos, para 171,1 pontos, segundo maior nível da série histórica, contribuindo em 21,1 pontos para a queda do índice geral no mês. O componente de Expectativas continuou subindo, agora em 4,3 pontos, para 230,1 pontos, segundo maior nível da série ficando atrás apenas de outubro de 2002 (257,5 pontos), com contribuição de 0,9 ponto para o comportamento do IIE-Br.

Por Portal IBRE FGV