10 fatos que devem agitar o mundo tributário em 2020

Muitas mudanças ocorreram no primeiro ano do novo Governo.

Talvez o principal movimento tenha sido mesmo a Reforma da Previdência. Mas e a Reforma Tributária? Sai do papel em 2020? O que, de fato, vem por aí? Abaixo, elenco os principais prognósticos para este ano quando o tema é tributação no Brasil:

  1. Novos rumos para o PIS e COFINS: estes 2 tributos devem dar o que falar neste ano. Primeiro no judiciário: uma importante decisão final sobre a tese bilionária do ICMS na base de Cálculo do PIS e COFINS no STF. Por outro lado, o governo já prepara uma proposta de unificação e simplificação.
  2.   Tributação sobre pagamentos. Para a equipe econômica, um tributo nos moldes da CPMF será necessário para viabilizar a reforma tributária e permitir a desoneração da folha de pagamento das empresas. A resistência deverá ser grande.
  3.   Redução das alíquotas de IRPJ e CSLL. O Brasil é um dos 17 países que mais tributam lucro das empresas no mundo. Um movimento mundial mostra a possibilidade de redução das alíquotas de IRPJ e CSLL para a atração de investimentos.
  4. Tributação dos dividendos. Nada vem de graça. O movimento de redução do Imposto de Renda das empresas gera efeito colateral na distribuição de dividendos, devendo o Brasil começar a tributá-los. Já existem propostas de projeto de lei nesse sentido.
  5.   Novo cálculo do IRPJ? A Receita Federal já demonstrou interesse em desvincular a base de tributação do IRPJ da contabilidade, desaparecendo a figura de ajustes (E-lalur). Mais um caminho para duas contabilidades?
  6. Revisão dos benefícios e renúncias fiscais. São quase R$ 300 bilhões anuais com reúncias como o Simples Nacional e a Lei Rouanet. Motivos para redução não faltam.
  7.   Desoneração da Folha. Somente 17 setores continuaram nessa sistemática que tem data para terminar: dezembro de 2020. Diante do desafio da redução do desemprego, o governo vem trabalhando nos bastidores para trazer uma proposta de novo tipo de desoneração. É aguardar para ver.
  8.   Mudanças no Imposto de Renda Pessoa Física. O governo tem sinalizado reduzir as alíquotas de IR para os mais pobres e criar uma nova faixa para os mais ricos (algo em torno de 35%). Eliminar deduções com despesas médicas e gastos de empregados domésticos podem ser algumas das surpresas para este ano.
  9.   Simplificação das obrigações acessórias. A lei da liberdade econômica criada em 2019 traz previsão para uma modificação dos diversos programas pertencentes ao ambiente SPED.
  10. Reformas tributárias”. Existem algumas frentes de reforma tributária. As mais avançadas são as duas que estão sendo discutidas no poder legislativo: a PEC 110/19 (do Senado, baseada na proposta do economista Appy) e a PEC 45/19 (da Câmara, baseada na proposta do ex-deputado Hauly). O Governo Federal já sinalizou criar um ambiente para a unificação dessas duas propostas e as ideias do poder executivo (lideradas pelo ministro Paulo Guedes).

A reforma tributária é a bola da vez. A briga de interesses pelo protagonismo dessa importante mudança precisa ser deixada de lado. Os contribuintes, empresários e todos os cidadãos em geral sofrem com um verdadeiro “manicômio” tributário. Se quiser entrar na OCDE, o Brasil precisa fazer as mudanças necessárias. Não há mais espaço para continuarmos como está. Um desafio enorme para o Governo. Torcida não falta!

Autor: Marco Aurélio Pitta, profissional de contabilidade, coordenador e professor de programas de MBA da Universidade Positivo nas áreas Tributária, Contabilidade e Controladoria.

Por Central Press

Cláusula em contrato pode evitar eventual pedido de recuperação Judicial

Confira mais sobre o acordo de sócios

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, nos anos de 2017, 2018 e 2019, 4.215 empresas entraram com o pedido de recuperação judicial no Brasil.

A recuperação judicial é o procedimento pelo qual se busca recuperar a entidade empresarial da situação de crise econômico-financeira, preservando-a.

Em linhas gerais é um pedido judicial para que a empresa ganhe tempo para adimplir suas dívidas. Já na prática, um número ínfimo de empresas consegue quitar seus débitos e voltar à ativa.

Conforme esclarece o advogado Bruno Faigle, “quando a empresa vem a requerer a recuperação judicial uma consequência quase automática é a escassez de crédito, que, muitas vezes, impossibilita a entidade empresária se recuperar”.

Como forma de se antever a um eventual pedido de recuperação judicial, o advogado sugere a criação de mecanismos contratuais, tais como a criação de cláusulas preventivas.

“Essas cláusulas são definidas, pelos sócios da empresa, que identificam os possíveis problemas financeiros que a empresa poderá sofrer e, após discussão entre eles, são estipuladas soluções, se antevendo a um resultado que prejudique a perpetuação do negócio”, explica.

Utilizando-se desse recurso, além de preservar o relacionamento entre os sócios, tal método proporciona soluções mais eficazes, uma vez que a solução é construída em conjunto com os integrantes, e maiores interessados, da empresa.

Agindo desta forma, a sociedade empresária evitaria futuros incômodos que pudessem pôr fim ao negócio.

Autor: Bruno Faigle – Advogado

Por Toda Comunicação

SPED 2020: Receita divulga download do novo leiaute do EFD-ICMS/IPI

A Receita Federal divulgou nesta quarta-feira, 29, uma nova versão do PVA – EFD ICMS IPI. O programa corrige erro que impedia a transmissão e validação de arquivos, assim como adapta para nova versão do Java.

Download EFD-ICMS/IPI

Agora, o programa validador da Escrituração Fiscal Digital versão Java pode ser utilizado nos sistemas operacionais abaixo, desde que obedecidas as seguintes instruções:

– A máquina virtual java (JVM), versão 1.5 ou superior, deve estar instalada, pois o programa desenvolvido em Java não pode ser executado sem a JVM. – – – Recomendamos a utilização da JVM 1.8 para execução do programa. – A Máquina Virtual Java poderá ser baixada acessando o site do Java.

Selecione o programa de acordo com o sistema operacional, faça o download e o instale:

Versão 2.6.2

– Para Windows: PVA_EFD_w32-2.6.5.exe – Para Linux (64 bits): PVA_EFD_linux-2.6.5.bin – Para Linux (32 bits): PVA_EFD_linux-2.6.5.bin

Para a utilização desta nova versão, é obrigatório seguir a seguintes instruções:

Todos os arquivos do leiaute 2020 devem ser reimportados com a nova versão do PVA (2.6.5). Antes de instalar a nova versão, exportar com a extensão em txt (não pode ser cópia de segurança), todos os arquivos de 2020 que já estiverem importados dentro do PVA (para anos anteriores não é preciso fazer nada) e esses arquivos devem ser reimportados após a instalação da nova versão.

Versão 2.6.4

A) Para Windows: PVA_EFD_w32-2.6.4.exe B) Para Linux (64 bits): PVA_EFD_linux-2.6.4.bin C) Para Linux (32 bits): PVA_EFD_linux-2.6.4.bin

Para instalar, é necessário adicionar permissão de execução, por meio do comando “chmod +x VA_EFD_2.6.0.bin” ou conforme o Gerenciador de Janelas utilizado.

O que é EFD-ICMS/IPI

O EFD-ICMS/IPI é uma versão digital da escrituração dos livros fiscais com dados sobre ICMS e IPI – ou seja, é uma maneira de controlar eletronicamente todos os números relativos à coleta desses dois impostos.

A Escrituração Fiscal Digital é de uso obrigatório para os contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS e/ou do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI.

O contribuinte deve gerar e manter uma EFD-ICMS/IPI para cada estabelecimento, devendo esta conter todas as informações referentes aos períodos de apuração do(s) imposto(s). E ainda, devem escriturá-la e transmiti-la, via Internet. A obrigatoriedade encontra-se na legislação estadual.

O arquivo digital deve ser submetido a um programa validador, fornecido pelo SPED – Sistema Público de Escrituração Digital – por meio de download, o qual verifica a consistência das informações prestadas no arquivo.

Fonte: https://www.contabeis.com.br/

Autora: Daniele Nader

Medida Provisória nº 919 dispõe sobre o novo valor do salário mínimo

Esse valor passa a vigorar a partir de 1º de fevereiro de 2020.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1º A partir de 1º de fevereiro de 2020, o salário mínimo será de R$ 1.045,00 (mil e quarenta e cinco reais).

Parágrafo único. Em decorrência do disposto no caput , o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 34,83 (trinta e quatro reais e oitenta e três centavos) e o valor horário, a R$ 4,75 (quatro reais e setenta e cinco centavos).

Art. 2º Fica revogada a Medida Provisória nº 916, de 31 de dezembro de 2019, a partir de 1º de fevereiro de 2020.

Art. 3º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 30 de janeiro de 2020; 199º da Independência e 132º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO Paulo Guedes

Este conteúdo não substitui o publicado na versão certificada

Fonte: Contabilidade na TV.

Minha Casa Minha Vida muda critérios para 2020

O governo federal anuncia neste mês a reformulação do programa habitacional “Minha casa, minha vida”, que passa a ter como prioridade municípios com até 50 mil habitantes. Uma das principais novidades é que os beneficiários terão mais liberdade para definir como será o imóvel,pois haverá três tipos de vouchers: para comprar, para construir ou para reformar. As informações são da Agência Brasil.

No atual formato, o beneficiário recebe a casa pronta da construtora. Com o novo programa, que ainda não teve o nome definido, o beneficiário receberá um voucher (documento fornecido para comprovar um pagamento ou comprovante que dá direito a um produto) para definir como a obra será tocada, o que inclui a escolha do engenheiro e a própria arquitetura do imóvel.

Recebeu um Imóvel de herança? Veja o que fazer

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, a disponibilização do voucher permitira àquele que vai receber a unidade habitacional participar da construção, escolher onde a casa será feita e até mesmo o projeto da casa. “Muitas vezes a família precisa ou quer uma casa mais simples e maior. Outra, com cômodos menores e mais qualidade de acabamento. A gente quer deixar isso a critério do beneficiário”, afirmou.

Valor médio

O ministro disse que o valor do voucher dependerá dos preços correntes no mercado imobiliário no local onde o imóvel será construído. O programa trabalha com valor médio de R$ 60 mil por beneficiário, em três tipos de voucher: o de aquisição, para comprar o imóvel já pronto; o de construção, para começar a casa do zero; e o de reforma, para melhorar ou ampliar a casa já existente.

MCMV: Despesas bancárias serão pagas pelos Beneficiários

A princípio, o governo pretende oferecer vouchers a famílias com renda mensal de até R$ 1.200. Já as famílias com renda entre R$ 1.200 e R$ 5 mil mensais entrarão no programa de financiamento do programa.

Juros podem ser menores

Segundo Canuto, a ideia é oferecer também juros abaixo dos cobrados atualmente. “Hoje a faixa é de 5% (ao ano). A gente quer baixar isso para 4,5% ou 4% para ficar mais competitivo. Essa é a premissa base”, ressaltou.

A expectativa do governo é que o novo programa resulte na construção de 400 mil unidades já em 2020. De acordo com a pasta, em 2019, foram entregues 245 mil residências pelo modelo atual, e 233 mil estão em construção.

Com informações Mix Vale

Confiança Empresarial avança e atinge maior nível desde março de 2014

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) subiu 0,9 ponto em janeiro de 2020, para 98,0 pontos, maior nível desde março de 2014. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,2 ponto, no sétimo aumento consecutivo.

“Após a terceira alta consecutiva, a confiança empresarial atinge o maior nível desde antes da recessão de 2014-2016. Nos últimos meses, o ICE tem sido impulsionado pelo setor da construção e pela melhora das expectativas em relação ao futuro, com destaque para a retomada do otimismo em relação a novas contratações. Apesar da tendência favorável, o nível ainda baixo do índice que mede a percepção sobre a situação presente dos negócios mostra que a economia ainda precisa avançar para chegar a uma situação que possa ser avaliada pelo meio empresarial como sendo de “normalidade””, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O índice que mede a percepção dos empresários sobre a situação corrente dos negócios (ISA-E) caiu 0,5 ponto, para 93,5 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) subiu 0,7 ponto, para 100,9 pontos, maior nível desde janeiro de 2019 (102,8 pontos).

O ano de 2020 começa com avanço da confiança em todos os setores que compõem o ICE, à exceção de Serviços, em que a confiança ficou praticamente estável (-0,1 pt) em janeiro. A confiança da Indústria retornou ao nível de neutralidade ao subir pela terceira vez consecutiva, desta vez em 1,5 ponto. A confiança do Comércio subiu 1,2 ponto, influenciado pela melhora das expectativas. A confiança da Construção, que vem crescendo desde junho de 2019, atingiu 94,2 pontos, o maior nível desde maio de 2014 (94,6 pontos). Em médias móveis trimestrais, todos os setores mantiveram a tendência ascendente.

Acesse o press release Por Portal IBRE FGV  

Auxílio-doença 2020: Doenças isentas de carência e novas exigências

Com a Reforma da Previdência, o benefício d auxílio-doença sofreu algumas mudanças. Portanto, é preciso ficar atento sobre as novas regras para 2020.

Ele beneficia pessoas por incapacidade, para aqueles trabalhadores que contribuíram, pelo menos, 12 vezes. No entanto, assegura quem está enfermo e precisa se manter afastado das atividades laborais por um período superior a 15 dias.

Para você entender melhor sobre o que mudar no auxílio-doença, preparamos esse post. Portanto, continue acompanhando o texto e saiba todos os detalhes sobre essa transformação. Boa leitura!

Quem não tem direito ao auxílio-doença?

De acordo com a mudança, o auxílio-doença não é devido nos seguintes casos:

  • Quando ele perde a qualidade de segurado, ou seja, pagando de contribuir para o INSS;
  • Quando o beneficiário é recolhido à prisão em regime fechado;
  • Pessoas que são portadores de doença ou tiveram lesões antes de passar a contribuir com o INSS. Porém, se a progressão da enfermidade ou lesão for agradava em função das suas atividades profissionais, o trabalhador poderá requerer o auxílio-doença;
  • Aqueles que ficam incapazes de exercer suas atividades profissionais por menos de 15 dias.

Afinal, enquanto a pessoa está assegurada pelo auxílio-doença e pagando o INSS contra como tempo de contribuição?

Segundo o artigo 55 da Lei 8.213/91, um profissional que esteja recebendo o auxílio-doença e em dia com as suas contribuições, esse período é contado como tempo de serviço.

Vale ressaltar que esse benefício não poderá ser recebido conjuntamente com outro, como seguro desemprego, auxílio-maternidade ou aposentadoria.

Quais são as doenças que independem de período de carência para receber o benefício?

auxilio doença

Existem algumas enfermidades que são mais graves. Portanto, o INSS não exige uma carência para o profissional receber o auxílio-doença. Veja quais são elas:

  • Hanseníase;
  • Tuberculose ativa;
  • Esclerose múltipla;
  • Alienação mental;
  • Hepatopatia grave;
  • Cegueira;
  • Neoplasia maligna;
  • Cardiopatia grave;
  • Paralisia irreversível e incapacitante;
  • Doença de Parkinson;
  • Nefropatia grave;
  • Caso grave de doença de Paget;
  • Espondiloartrose anquilosante;
  • AIDS – síndrome da deficiência imunológica adquirida;
  • Contaminação por radiação.

No entanto, caso uma pessoa tenha uma doença grave que não foi citada acima, ela pode recorrer judicialmente ao auxílio-doença. Isso para não ter que esperar a carência.

Afinal, a lista acima não abrange todas as enfermidades graves. Portanto, cabe ao profissional levar ao juiz o laudo comprovando ser portador de tal doença.

Qual é a renda mensal do auxílio-doença?

Segundo o artigo 61 da Lei 8.213/91, a renda mensal do auxílio-doença é 91% do salário benefício. Porém, ele não poderá exceder o valor da média que corresponde aos últimos 12 meses de salário de contribuição. Esse valor é calculado com base em 100% das contribuições.

Essas são as principais mudanças do auxílio-doença para 2020. Portanto, para usufruir desse benefício, caso ocorra algum imprevisto de saúde, é necessário estar em dia com as contribuições.

Porém, mais do que isso, é ser avaliado pelo médico do INSS para receber a confirmação do afastamento das atividades profissionais e receber o auxílio-doença. Além disso, quando a pessoa estiver recuperada, é importante que o médico libere o profissional para voltar para as suas devidas atividades.

 

Fonte: Jornal Contábil .

INSS: Saiba como ganhar mais de 100% na aposentadoria

reforma da Previdência permite o pagamento de uma aposentadoria maior para mulheres que ultrapassarem os 35 anos de contribuição e homens que tiverem mais do que 40 anos de pagamentos ao INSS. Nesses casos, a aposentadoria passa dos 100% da média salarial e, por isso, o benefício aumenta.

Segundo a nova legislação, as mulheres poderão se aposentar aos 62 anos e os homens aos 65 anos. Ao ter 15 anos de contribuição, que é o mínimo exigido, há direito a 60% da média salarial, calculada com todos os salários de contribuição desde julho de 1994.

Mulheres ganham mais dois pontos percentuais a cada ano trabalhado depois de 15 anos de contribuição. Chegam a 100% da média aos 35 anos de pagamentos ao INSS. Homens ganham mais dois pontos percentuais a cada ano trabalhado depois de 20 anos de contribuição. Chegam a 100% da média salarial com 40 anos de pagamentos ao INSS. Se contribuírem por mais tempo, a média passa dos 100%.

Por exemplo, se a mulher tiver 36 anos de contribuição, ela terá direito a 102% da média salarial. O homem com 41 anos de pagamentos também. Se contribuir por mais um ano, eles teriam direito a 104% da média, e assim por diante.

Segundo a Secretaria da Previdência, a reforma não estabeleceu um limite no uso dos dois pontos percentuais a mais a cada ano de contribuição. Porém, o valor da aposentadoria é limitado ao teto previdenciário, que neste ano está em R$ 6.101,06.

INSS

Esperar nem sempre vale a pena

Segundo o advogado previdenciário Luiz Felipe Pereira Veríssimo, esperar para ultrapassar os 100% na aposentadoria não costuma valer a pena. Para uma média salarial de R$ 3.000, por exemplo, se a pessoa esperasse um ano para ganhar dois pontos percentuais a mais, daria um aumento de R$ 60 por mês. Se ela pedisse e recebesse a aposentadoria naquele ano, ela ganharia R$ 39 mil (12 x R$ 3.000 mais o 13º). “Ela demoraria 50 anos para recuperar esse valor que deixou de receber” [os R$ 60 dariam R$ 780 a mais por ano, o que demoraria 50 anos para atingir os R$ 39 mil] , diz Veríssimo.

Para o especialista, essa regra poderá ser aproveitada futuramente nos casos de quem entrar cedo no mercado de trabalho e vai continuar contribuindo até atingir a idade mínima, estabelecida em 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

“No caso de um homem que começou a trabalhar com 18 anos, quando chegar aos 65 anos, que é a idade mínima, vai ter 47 anos de contribuição. Se a pessoa começou jovem, pode ser que só atinja a idade mínima quando tiver direito a mais de 100% da média salarial. Nesse caso, ele aproveitaria essa regra.”

Era possível ter aposentadoria maior na regra anterior?

Sim. Era possível se aposentar recebendo mais do que 100% da média salarial na aposentadoria por tempo de contribuição usando o fator previdenciário. Esse índice, que em geral reduzia o valor da aposentadoria de quem se aposentava cedo, poderia ser benéfico para quem tinha mais tempo de contribuição e chegava ao fator maior do que 1.

O fator previdenciário muda todo o ano, mas se analisada a tabela com os valores de hoje, um homem com 65 anos de idade e 40 anos de contribuição, por exemplo, teria um fator previdenciário 1,170. Ou seja, seu benefício seria 17% maior.

Conteúdo original UOL

Quais são as penalidades para quem deixa de cumprir o aviso prévio?

O aviso prévio é um assunto que levanta muitas dúvidas na cabeça do empregado, seja quando este é demitido, como também, quando pede demissão.

Se você está pensando em pedir demissão e tem dúvidas quanto ao cumprimento do aviso prévio, esse artigo esclarecerá todas as suas dúvidas e lhe ajudará a analisar a melhor escolha para o seu caso.

Primeiramente, cabe aqui esclarecer que existem duas modalidades de aviso prévio, o indenizado e o trabalhado.

Nesse artigo, falaremos especialmente sobre o aviso prévio trabalhado e as consequências jurídicas de seu descumprimento pelo empregado.

A primeira coisa que o empregado deve fazer quando for pedir demissão é formalizar o pedido por escrito.

Na ocasião, o empregado pode solicitar a dispensa do comprimento do aviso prévio. Entretanto, a empresa não é obrigada a aceitar, pois não existe previsão na lei que a obrigue.

Nesse caso, o empregado terá que trabalhar os 30 dias do aviso prévio, pois conforme o artigo 487 da CLT, a parte que, sem justo motivo, der causa ao rompimento da relação de emprego, deve avisar a outra com antecedência de 30 dias.

E na hipótese do empregado se recusar a cumprir o aviso prévio, este dá ao empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo, isto é, o trabalhador terá que indenizar a empresa, conforme previsto no § 2º do artigo 487 da CLT.

Por outro lado, a única possibilidade do empregado não ter que indenizar o empregador, é com a ocorrência de justo motivo, que fica caracterizado, por exemplo, quando o empregado consegue um novo emprego.

Para isso, deverá apresentar a carteira de trabalho assinada pela nova empresa, ou mesmo, uma proposta de trabalho.

Dessa forma, o empregado se desincumbe da obrigação de ter que indenizar o empregador.

Por último, o empregado tem que ficar atento no momento do pagamento da rescisão, pois a empresa pode descontar indevidamente o período correspondente ao aviso prévio.

 



Conteúdo original Geziel Viana de Oliveira Especialista na área trabalhista

 

Produtividade no trabalho: aprenda a ser mais produtivo

Como anda a sua produtividade no trabalho? Vem rendendo menos do que deveria e, ao final do dia, a lista de tarefas continua praticamente intocada? Saiba que você não está sozinho. De acordo com o pesquisador Piers Morgan, autor do livro The ProcrastinationEquation,95% das pessoas admitem adiar o trabalho. A procrastinação tem sido um problema bastante frequente em várias empresas e é um fator determinante na hora de escolher quem sobe, ou não, de cargo.

Uma pesquisa ouviu 2.175 recrutadores norte-americanos sobre os principais problemas que a procrastinação pode trazer para o ambiente de trabalho. Para 30%, quando há um procrastinador na equipe, os colegas acabam sobrecarregados; outros 25% afirmam que esse comportamento pode impactar negativamente a relação entre o colaborador e seu superior direto. Então, já deu para entender que postergar tarefas pode colocar a sua carreira em risco, certo?

Mas, como acabar com esse problema e aumentar a produtividade no trabalho? A resposta pode ser um pouco mais complexa do que você imagina. Isso porque não existe fórmula pronta e nem tudo o que funciona para um, tem o mesmo efeito para outro. Entretanto, algumas dicas podem ajudá-lo a encarar o que tem que ser feito e encerrar o dia com aquela sensação de dever cumprido.

Neste artigo, elencamos alguns hábitos que podem ser desenvolvidos e que têm um impacto surpreendente na sua produtividade no trabalho. Antes, é preciso entender um pouco melhor quais comportamentos você tem hoje, que estão prejudicando o seu desempenho profissional. Acompanhe.

Produtividade no trabalho: os maiores vilões

Responder aquela mensagem no WhatsApp, dar uma conferida nos e-mails pessoais, manter-se informado de tudo que acontece via internet… Você tem ideia de quanto tempo perde em um dia de trabalho devido a essas atitudes? Pode parecer pouco, mas esses têm sido os maiores “ladrões” de produtividade, de acordo com pesquisa realizada pela empresa de consultoria de recursos humanos Robert Half.

O levantamento ouviu a opinião de 2.100 CFOs sobre quais as atitudes que mais impactam negativamente a produtividade no trabalho. Conheça o “Top 3” dos maus hábitos:

  • uso de internet para fins não relacionados ao trabalho: 32%;
  • telefones, mensagens ou e-mails pessoais: 20%;
  • conversas de corredor: 27%.

Mas, a explicação para que você siga adiando as tarefas pode estar no cérebro. Mais especificamente, em duas partes bastante distintas dele: o córtex pré-frontal e o sistema límbico. De uma maneira simples, o córtex pré-frontal é a parte inteligente, responsável pelos planos de médio e longo prazo, enquanto o outro é um pouco mais hedonista, quer respostas rápidas e preza pelo que traz satisfação imediata.

Como deu para perceber, essas duas partes não falam a mesma língua. Enquanto o córtex pré-frontal planeja a ida à academia, o sistema límbico não consegue resistir ao doce após o almoço. Enquanto um diz que o projeto precisa ser feito, o outro lhe convence de que mais uma olhadinha nas redes sociais não vai fazer tanta diferença.

Você deve estar pensando, então, que não há maneira de vencer. Mas, a verdade é que é possível fazer esses dois sistemas se entenderem. Para que isso aconteça, você precisa fazer com que os planos formulados pelo córtex pré-frontal sejam divididos em objetivos menores, de execução e alcance mais fácil, para que sejam assimilados pelo sistema límbico.

Essa é apenas uma das formas que você tem de se reeducar para aumentar a produtividade no trabalho. Continue lendo e descubra outras 3 maneiras.

3 dicas para você aprender a ser mais produtivo no trabalho

Antes de conhecer as dicas que vão ajudar a aumentar sua produtividade no trabalho, você precisa entender que ela é feita de 3 fatores-chave.

  • Priorização: nada de apagar incêndios durante o dia! É preciso determinar as prioridades do dia (e segui-las);
  • eficiência: é fazer o que precisa ser feito. Ter um dia cheio de tarefas dispensáveis é contraproducente, não produtivo;
  • consistência: produtividade é um hábito que precisa ser cultivado diariamente.

Agora, vamos às dicas!

1. Priorize e organize suas tarefas

Você só pode ser produtivo no trabalho se souber o que precisa ser feito e quais os prazos que tem para trabalhar. Desenvolva o hábito de organizar a sua rotina diária elencando as tarefas que precisam ser executadas naquele dia. Quando estiver com a lista pronta, determine quais as 3 maiores prioridades e só se envolva com outras tarefas quando essas já tiverem sido feitas.

E a organização também diz respeito ao seu ambiente de trabalho ― e tem influência direta na sua produtividade. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Princeton analisou o desempenho de dois grupos de pessoas, os organizados e os desorganizados, durante a realização de uma tarefa.

Os desorganizados mostraram um aumento nos níveis de cortisol, também chamado de “hormônio do estresse”. Isso dificulta o cérebro a pensar de forma clara e objetiva, o que explica o fato desse grupo demorar mais para concluir a atividade solicitada pelos estudiosos.

2. Use a tecnologia a seu favor

Lembra que a internet pode ser a grande vilã da produtividade no trabalho? Se você também se perde em meio a tantas abas abertas, algumas ferramentas podem ajudar a melhorar esse quadro. Algumas extensões podem ser incluídas no seu navegador para aumentar a produtividade no trabalho. Confira algumas.

  • Block Site: determine quais os sites que você “não pode” acessar durante o expediente. Ao tentar acessar algum dos que constam na lista, você é redirecionado para uma página com frases que o ajudam a se manter engajado no trabalho;
  • Pomodoro: 25 minutos de concentração para 5 minutos de descanso. O método ajuda a fracionar as tarefas em blocos menores, o que auxilia o córtex pré-frontal a “enganar” o sistema límbico;
  • Rescue Time: esse é o vigia da produtividade! Mostra quanto tempo você dedica a cada tarefa e envia e-mails com o relatório semanal de todas as suas atividades.

Muitos outros aplicativos e extensões podem ajudar com a produtividade e é importante que você escolha aquele com o qual se adapta.

3. Desenvolva a sua inteligência emocional

Muitas vezes, a procrastinação esconde problemas bem maiores. Baixa autoestima, insegurança, autossabotagem, medo de errar, de ter sua reputação abalada ou de decepcionar alguém, como o seu gestor, por exemplo. Por esse motivo, além de colocar em prática métodos que auxiliem a produtividade no trabalho, é preciso saber o que a está prejudicando.

Desenvolver a inteligência emocional ajudará a identificar o que o leva a adiar trabalhos, entender quais os seus horários mais produtivos e gerenciar as tarefas de modo que elas sejam, de fato, executadas.

Mesmo que aumentar a produtividade no trabalho demande um bom esforço individual, líderes e gestores também precisam saber que têm um papel fundamental para aprimorá-la. Ao detectar a queda na produtividade, eles podem auxiliar de várias formas, como você pode ler melhor no artigo Procrastinação no trabalho: saiba como ajudar sua equipe a evitar.

Fonte: Portal Dale Carnegie.



Fonte: https://portaldalecarnegie.com/produtividade-no-trabalho-aprenda-ser-mais-produtivo/