Número de inadimplentes que regularizaram dívidas cresce 11,5%, apontam CNDL/SPC Brasil

Apesar da melhora na recuperação de crédito no acumulado em 12 meses, alta de janeiro é insuficiente para reverter cenário de inadimplência elevada; 79% dos que foram negativados em janeiro são reincidentes. Em média, devedores voltam a atrasar uma conta após 96 dias

Com a retomada da economia a passos lentos, o cenário de recuperação de crédito entre os consumidores começa a dar sinais de melhora. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito ao Crédito (SPC Brasil) mostra que cresceu 11,5% o volume de brasileiros inadimplentes que regularizaram suas pendências e, que por isso, sairam do cadastro de devedores. Os dados do Indicador de Recuperação de Crédito são de janeiro de 2019 e dizem respeito ao acumulado em 12 meses. Em janeiro de 2018, houve uma queda de -0,7% na quantidade de consumidores que pagaram dívidas em atraso, resultado negativo que se repetiu em igual período de 2017 (- 2,2%) e de 2016 (-2,5%). A última vez que o dado ficou no azul foi em janeiro de 2015, cuja alta fora de 6,2%, também no acumulado em 12 meses.

Do total de devedores que recuperaram crédito no mês passado, 41% residem na região Sudeste e 31% moram no Nordeste. Em terceiro lugar aparece a região Sul (11%), seguida do Centro-oeste (8%) e Norte (6%). Já o número de dívidas que foram retiradas do cadastro de inadimplência mediante pagamento cresceu 9,6% no acumulado em 12 meses. Há um ano, esse dado representava uma queda de 5,1%.

O levantamento ainda mostra que entre os devedores que recuperaram crédito em janeiro, a maior parte (24%) tem entre 30 e 39 anos. Outros 22% estão na faixa de 50 a 64 anos e 13% possuem idade acima de 64 anos. O Indicador de Recuperação de Crédito aponta que não há diferença significativa entre os gêneros: 51% dos que pagaram as dívidas são mulheres, ao passo que 49% são homens.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o dado positivo observado neste início de ano acompanha a tendência de melhora gradual da economia, mas ainda é insuficiente para reverter o quadro geral de inadimplência elevada no país. “O número de inadimplentes que estão conseguindo honrar compromissos atrasados vem aumentando. Só que ao mesmo tempo, também cresce a quantidade de novos devedores. Isso faz com que a inadimplência continue elevada. Para os próximos meses, o movimento da inadimplência dependerá da evolução do crédito e de outras variáveis macroeconômicas como o desemprego e renda. A melhora desses dois últimos pontos poderá fazer a recuperação de crédito avançar mais do que o número de novos negativados, culminando na queda da inadimplência”, explica a economista.

79% dos que foram negativados em janeiro são reincidentes, sendo que 28% haviam regularizado uma dívida no último ano O levantamento ainda mostra que, em muitos casos, a inadimplência não é um evento isolado. Do total de consumidores que foram negativados no último mês de janeiro, 79% são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores ao longo dos últimos 12 meses. Nesses casos, 28% haviam regularizado a dívida anterior, enquanto 51% ainda estavam com uma dívida pendente. Os 20% restantes de pessoas que se tornaram inadimplentes em janeiro não estiveram com restrições no CPF ao longo dos últimos 12 meses e, por isso, não são considerados reincidentes.

Outro dado observado é que, o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida para a outra é de 96 dias, em média. Isso significa que, depois de pouco mais de três meses após ficar inadimplentes, o consumidor volta a atrasar o pagamento de uma segunda conta.

A economista Marcela Kawauti chama a atenção para o cuidado que o consumidor deve tomar ao fechar um acordo com credores, a fim de evitar que haja novos atrasos. “Um dos principais erros cometidos em uma renegociação de dívida é aceitar os termos do acordo sem avaliar sua capacidade de pagamento. Se o consumidor atrasar as parcelas acordadas, nada impede dele ver seu nome voltar para a lista de inadimplentes. Então é preciso ter plena consciência de que o combinado será cumprido e não ter medo de fazer uma contraproposta dentro de suas condições”, alerta a economista.

Metodologia O Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução da quantidade de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes num dado mês por conta do pagamento das suas pendências em atraso, bem como a quantidade de dívidas. Já o Indicador de Reincidência mostra o volume de devedores que atrasaram mais de duas contas. Para isso, são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tem acesso. Os dados são de abrangência nacional. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

Por SPC Brasil

Comprovantes de servidores para declaração do IR estão disponíveis

Documento está no Portal do Servidor e também no Sigepe Mobile

Desde terça-feira (21), os servidores, aposentados, pensionistas e demais beneficiários incluídos na folha de pagamento do governo federal podem obter os Comprovantes de Rendimentos do ano-base 2016, necessários para a declaração do Imposto de Renda 2017.

O comprovante de rendimentos traz informações sobre o total dos rendimentos obtidos pelo servidor em 2016 e também do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) no período de referência.

O documento pode ser acessado no Portal do Servidor e no Sigepe Mobile, aplicativo disponível gratuitamente nas lojas virtuais Google Play e App Store.

O acesso ao Portal do Servidor se dá por meio de autenticação por senha individual. Para gerar a senha de acesso é necessário o registro do endereço de correio eletrônico (e-mail) de uso pessoal. Desta forma, o servidor, aposentado ou beneficiário precisa informar esses dados à sua unidade de gestão de pessoas, caso ainda não o tenha feito.

Com as mudanças, os comprovantes não serão mais encaminhados em meio físico, gerando economia com a impressão e expedição de documentos. Ainda assim, as áreas de gestão de pessoas estão autorizadas a liberar a via impressa a quem fizer a solicitação, pessoalmente, em sua unidade de vínculo.

A entrega dos comprovantes de rendimentos em meio digital faz parte do conjunto de ações “Sigepe – Inovando a Gestão de Pessoas com Tecnologia da Informação”, do Sistema de Gestão de Pessoas do Governo Federal, desenvolvido pela Secretaria de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (Segrt/MP).

Fonte: Contabilidade na TV.

Publicada versão 1.30 do Guia Prático da EFD Contribuições

Com a função de orientar a adequada escrituração das operações praticadas pelas Pessoas Jurídicas, foi publicada a versão 1.30 do Guia Prático da EFD Contribuições.

Principais Alterações do Guia Prático – Versão 1.30 (28.02.2019)

1. Complemento sobre a escrituração de vendas canceladas, retorno de mercadorias e devolução de vendas em C100 / C180 / C190, a partir de janeiro/2019

Clique aqui para acessar os manuais.

Por Portal Sped

Receita Federal firma plano de trabalho conjunto com a aduana da China

Objetivo é o reconhecimento mútuo dos respectivos programas de Operador Econômico Autorizado

Receita Federal firmou, na última sexta-feira, dia 22 de fevereiro, um plano de trabalho conjunto com a aduana da China visando ao reconhecimento mútuo de seus programas de Operador Econômico Autorizado (OEA). O documento foi assinado em São Paulo pelo Secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, e pelo representante da Administração Geral de Aduana da República Popular da China, Hu Dongsheng.

O Programa OEA visa certificar intervenientes no comércio exterior para aumentar a segurança e a confiabilidade nos processos de exportação e importação de um país. Por sua vez, o reconhecimento mútuo de Programas OEA contribui de maneira significativa para a facilitação e o controle das mercadorias que circulam entre dois países uma vez que permite que os operadores certificados como operadores econômicos autorizados de um país sejam reconhecidos como de baixo risco no outro.

Está clara a importância que damos à China como parceiro comercial brasileiro”, enfatizou o secretário especial Marcos Cintra. “O estreitamento de laços de amizade e comerciais com a China será para nós um motivo de muita satisfação e, sobretudo, de uma parceria que vai beneficiar a ambos os nossos países ao acelerar e dar mais eficiência ao nosso comércio”, complementou. Por sua vez, Hu Dongsheng concordou que o reconhecimento mútuo dos programas de OEA impulsionará grandemente o comércio entre os dois países. Ele aproveitou a oportunidade para convidar os colegas brasileiros a visitarem a China para continuarem as tratativas visando ao acordo, convite que foi prontamente aceito por Cintra.

Plano de trabalho O Plano de Trabalho Conjunto firmado entre Brasil e China prevê um processo com quatro fases, a serem cumpridas até dezembro deste ano, visando à assinatura de um Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) em 2020.

As fases incluem comparação de critérios e requisitos dos Programas de OEA para verificar sua compatibilidade, visitas de validação conjuntas, negociação dos termos do ARM e, por fim, assinatura e implementação.

O Acordo de Reconhecimento Mútuo será um dos primeiros produtos do Acordo de Assistência Mútua Administrativa em Matéria Aduaneira Brasil-China. Assinado em junho de 2012, o Acordo foi aprovado pelo Senado em maio de 2018 e internalizado no Brasil no final de outubro do mesmo ano, com a publicação do Decreto nº 9.542/2018.

Visita ao Brasil A comitiva chinesa que esteve no Brasil para a assinatura do Plano de Trabalho Conjunto foi composta pelo diretor-geral do Departamento de Gerenciamento de Empresas e Controle da Administração Geral de Aduana da China, Hu Dongsheng; pelo diretor da Divisão de Gerenciamento de Credenciamento, Qi Ming; pela consultora sênior da Divisão de Gerenciamento de Credenciamento, E Tao; e pela especialista em OEA da Alfândega de Cantão, Tang Yanli.

No Brasil, a delegação acompanhou, no dia 21, uma equipe da Receita Federal durante visita de validação de uma empresa brasileira no Programa OEA. Já no dia 22 pela manhã, uma reunião entre as equipes possibilitou a apresentação de detalhes de seus programas OEA e a revisão final do texto do Plano de Trabalho que seria assinado à tarde. Após agenda no Brasil, a comitiva seguiu para outros compromissos no Uruguai e no Chile.

Por Receita Federal

Demora em fila de banco não gera dano moral individual para consumidor, decide Quarta Turma

Para a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a demora em fila de atendimento bancário não lesa o interesse existencial juridicamente tutelado do consumidor e, portanto, não gera direito à reparação por dano moral de caráter individual.

Com esse entendimento, o colegiado, de forma unânime, reformou acórdão do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) que havia fixado em R$ 1 mil indenização por dano moral para consumidor que passou mais de duas horas esperando atendimento em fila de banco.

Segundo os autos, um advogado ajuizou ação individual contra um banco afirmando que teve de esperar duas horas e 12 minutos na fila para recadastrar seu celular em agência na cidade de Ji-Paraná (RO), a fim de poder realizar movimentações financeiras em sua conta.

Ele argumentou que leis municipal e estadual estabelecem 30 minutos como prazo máximo para atendimento e que, mesmo já tendo sido condenado com base nessas leis, o banco não tem melhorado a qualidade do atendimento. Por isso, o advogado requereu indenização de danos morais no valor de R$ 5 mil.

A sentença julgou o pedido improcedente. O TJRO deu provimento à apelação e fixou a indenização em R$ 1 mil. O banco recorreu ao STJ pedindo a reforma do acórdão.

Uniformização

O relator, ministro Luis Felipe Salomão, destacou que a questão não tem recebido tratamento uniforme no STJ. Ele observou que, em casos semelhantes, a Terceira Turma já admitiu a indenização de dano moral coletivo (REsp 1.737.412), com base na “teoria do desvio produtivo do consumidor”.

O ministro citou ainda decisão da Segunda Turma (REsp 1.402.475) que também entendeu ser possível o pagamento de dano moral coletivo por descumprimento de norma local sobre tempo máximo de espera em fila.

Salomão frisou ser importante a uniformização da jurisprudência sobre o tema, ainda mais quando se trata de consumidor pleiteando indenização individual por dano moral decorrente da espera em fila de banco.

Mero desconforto

O Código de Defesa do Consumidor, lembrou o ministro, exige de todos os fornecedores de serviços atendimento adequado, eficiente e seguro. Ele também mencionou o Código Civil e a obrigação de reparação de dano, independentemente de culpa, nos casos especificados na legislação.

Citando a doutrina, Salomão destacou que, para caracterizar a obrigação de indenizar, não é decisiva a questão da ilicitude da conduta, tampouco se o serviço prestado é de qualidade ou não. Para o relator, é necessária a constatação do dano a bem jurídico tutelado.

Segundo afirmou, não é juridicamente adequado associar o dano moral a qualquer prejuízo economicamente incalculável ou a mera punição.

“A espera em fila de banco, supermercado, farmácia, para atendimento por profissionais liberais, em repartições públicas, entre outros setores, em regra é mero desconforto que, segundo entendo, a toda evidência não tem o condão de afetar direito da personalidade, interferir intensamente no bem-estar do consumidor de serviço”, observou.

Litigância frívola

Segundo o ministro, pedir a reparação por dano moral para forçar o banco a fornecer serviço de qualidade desvirtua a finalidade da ação de dano moral, além de ocasionar enriquecimento sem causa.

“De fato, o artigo 4º, II, alíneas ‘a’ e ‘b’, do Código de Defesa do Consumidor estabelece que a Política Nacional das Relações de Consumo implica ação governamental para proteção ao consumidor, sendo certo que, presumivelmente, as normas municipais que estabelecem tempo máximo de espera em fila têm coerção, prevendo a respectiva sanção (multa), que caberá ser aplicada pelo órgão de proteção ao consumidor competente, à luz de critérios do regime jurídico de direito administrativo”, disse.

Ao julgar improcedente o pedido formulado na ação inicial, Salomão ressaltou ainda que o Judiciário não está legitimado e aparelhado para estabelecer limitações à autonomia privada, o que poderia ter consequências imprevisíveis no âmbito do mercado e prejudicar os consumidores, principalmente os mais vulneráveis.

“No exame de causas que compõem o fenômeno processual da denominada litigância frívola, o magistrado deve tomar em consideração que, assim como o direito, o próprio Judiciário pode afetar de forma clara os custos das atividades econômicas, ao não apreciar detidamente todas as razões e os fatos da causa”, destacou.

Esta notícia refere-se ao(s) processo(s): REsp 1647452

Por STJ

 

CNJ cria grupo para modernizar atuação do Judiciário nos casos de falência e recuperação de empresas

Um grupo criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para debater e sugerir medidas voltadas para a modernização e a efetividade da atuação do Poder Judiciário nos processos de recuperação judicial e de falência realizou a sua primeira reunião na terça-feira (26), em Brasília.

O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, participou do evento.

O grupo de trabalho, coordenado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão, é composto pelo ministro do STJ Moura Ribeiro; ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Alexandre de Souza Agra Belmonte; ministro do TST e conselheiro do CNJ Aloysio Corrêa da Veiga; conselheiro do CNJ Henrique Ávila; desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Agostinho Teixeira de Almeida Filho e Luiz Roberto Ayoub; desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo José Roberto Coutinho de Arruda; juízes auxiliares da presidência do CNJ Carl Olav Smith, Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi e Richard Pae Kim; juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Daniel Carnio Costa; e os advogados Marcelo Vieira de Campos, Paulo Penalva Santos e Samantha Mendes Longo.

O grupo foi criado pela Portaria 162/2018 do CNJ, que estabeleceu o objetivo de promover estudos e diagnósticos para dar maior celeridade, efetividade e segurança jurídica aos processos de recuperação judicial e falência.

Entre as ações previstas na portaria, o grupo poderá realizar audiências públicas, palestras e seminários com especialistas, além de sugerir atividades de capacitação direcionadas aos magistrados e adoção de normas a serem apreciadas pelo CNJ.

O prazo para o trabalho do grupo é de um ano, podendo ser prorrogado mediante proposta da coordenação.

Conflitos

A Lei de Falência e Recuperação de Empresas (Lei 11.101) entrou em vigor em 2005 e modernizou diversos procedimentos, incluindo a eliminação do instituto da concordata, com ênfase na preservação da empresa. Muitos processos que discutem a aplicação de dispositivos da lei chegam aos tribunais superiores.

Uma situação muito frequente diz respeito a decisões da Justiça do Trabalho que afetam o patrimônio de empresas em recuperação judicial. Nesses casos, pode ocorrer um cenário de conflito em que o juiz trabalhista manda penhorar bens da empresa para garantia do crédito do trabalhador, enquanto as execuções estão suspensas por força da recuperação judicial.

Somente no período de janeiro de 2016 a outubro de 2018, o STJ recebeu 1.305 conflitos de competência relacionados à Lei 11.101, segundo dados apresentados pelo ministro Moura Ribeiro ao conselheiro do CNJ Henrique Ávila.

Após receber os dados do ministro do STJ, Ávila sugeriu formalmente ao presidente do CNJ e do STF, ministro Dias Toffoli, a criação do grupo de trabalho, pleito que foi atendido com a edição da Portaria 162/2018.

Por STJ

Como ter motivação para empreender?

Construir uma jornada empreendedora é sempre difícil, mas os empreendedores devem permanecer motivados inclusive durante os momentos mais áridos.

Pois, quando você inicia um negócio, não importa quantas vezes enfrente dificuldades e tropece, é importante estar sempre consciente que “falhar” faz parte do processo, é essa consciência que impede você de desistir perante os primeiros obstáculos.

Afinal, como observou Dale Carnegie: “Muitas das coisas mais importantes do mundo foram conseguidas por pessoas que continuaram tentando quando parecia não haver mais nenhuma esperança de sucesso”.

Para ajudá-lo em sua missão, destacamos algumas maneiras pelas quais você pode se manter motivado para empreender.

Sem motivação, sem crescimento

Seja uma startup em estágio inicial ou um negócio já consolidado, para qualquer empresa escalar, manter-se motivado é um traço fundamental que seu fundador precisa desenvolver.

Geralmente, a falta de motivação tem grande alcance e pode ter efeitos desastrosos sobre a empresa — os prazos são perdidos, os funcionários começam a ter uma atitude indiferente e, eventualmente, a receita ou o crescimento é afetado. Portanto, um fundador precisa estar mais atento ao humor e motivação próprios.

Se você acabou de começar sua jornada no empreendedorismo, provavelmente está achando difícil estabelecer tarefas e objetivos sem um empregador ou colega apoiando você. Além disso, você também pode achar difícil equilibrar a multiplicidade de tarefas empreendedoras que você tem com sua vida pessoal.

Por outro lado, se você já está nessa aventura há algum tempo, provavelmente entrou em contato com alguns obstáculos na estrada que o deixaram desmotivado.

De qualquer forma, como empreendedor, às vezes, é fácil perder a motivação. A chave é não desistir e encontrar maneiras com as quais você possa se levantar naqueles dias mais longos e mais difíceis.

Definir metas pessoais

Você provavelmente criou sua empresa com objetivos específicos em mente, objetivos que deseja atingir e, é claro, alguns valores fundamentais pelos quais deseja viver. O problema é que muitos que começam seu próprio negócio se esquecem de criar seus próprios objetivos pessoais. É crucial que você anote suas razões para se tornar um empreendedor em primeiro lugar.

Quer seja no seu computador, num pedaço de papel ou no smartphone, tenha-os à mão para ler sempre que sentir que perdeu a motivação. Algumas das razões pelas quais você escolheu se tornar um empreendedor podem ser:

  • Você quer ser seu próprio chefe;
  • Você quer criar seus próprios projetos;
  • Você quer a oportunidade de desenvolver um negócio pelo qual seja apaixonado;
  • Você quer ser capaz de escolher seu salário.

Alavancar histórias empreendedoras triunfantes

Há milhares, senão milhões, de histórias de sucesso sobre empreendedores de todos os tipos que fazem isso no mundo real. Use essas histórias como uma fonte de motivação e, mais importante, aprenda com elas. Se você tem um problema específico que precisa ser superado, veja como os outros o fizeram no passado.

Manter uma rotina saudável

O estresse é inevitável, mas aprender a lidar com isso é crucial. As pessoas muitas vezes esquecem de cuidar de si fisicamente se não estão se sentindo bem emocionalmente. No entanto, o bem-estar físico pode ter um impacto altamente positivo na sua saúde mental, por isso é crucial que você:

  • Mantenha uma dieta saudável;
  • Exercite-se regularmente;
  • Consiga algum tempo para você mesmo (longe do seu trabalho).

Criar uma rotina matinal

Para garantir que você tenha um dia produtivo, é necessário iniciá-lo corretamente. Depois de acordar, tomar banho e tomar o café da manhã, você deve sentar e criar sua lista de metas para o dia. Tente fazer com que três quartos dos seus objetivos sejam relacionados aos negócios e um quarto seja pessoal. Isso ajudará você a se manter focado e organizado.

Alguns exemplos de objetivos de negócios podem ser:

  • Entrando em contato com potenciais investidores;
  • Planejando uma estratégia de mídia social;
  • Escrevendo novo conteúdo para o seu blog.

Exemplos de objetivos pessoais podem ser:

  • Ter uma noite de encontro com seu parceiro;
  • Assistindo a um filme que você gosta;
  • Fazendo exercícios.

Definir lembretes para você

Mesmo com uma lista de metas exibidas na sua frente, é fácil perder o foco. Perder o foco pode levar a um comportamento irritável e a uma perda de motivação, por isso lembre-se de se lembrar. Você pode usar o smartphone para definir alarmes lembrando:

  • Obter determinadas tarefas terminadas por horários específicos;
  • Saia das redes sociais e concentre-se no seu trabalho;
  • Envie e-mails para os acionistas;
  • Publique blogs ou conteúdo de mídia social.

Envolver-se em atividades motivacionais

Você não precisa estar sempre focado apenas no seu trabalho. Ceder em outras atividades que você acha motivacional também pode impulsionar seu sucesso empresarial. Em seu tempo pessoal, você pode assistir a filmes inspiradores, tanto de ficção quanto de documentários, ouvir podcasts motivadores ou até mesmo ouvir música que você acha animadora. Essas atividades podem ser realizadas em casa, enquanto você prepara suas refeições ou durante seu trajeto.

Ter uma boa noite de sono

Muitos acreditam que para a conclusão de tarefas relacionadas a negócios vale a pena perder uma boa noite de sono, mas a verdade é que a falta de sono pode levar a uma falta de concentração e motivação. É fundamental que você tenha uma boa noite de sono para poder realizar suas tarefas empreendedoras. Você notará que, ao atrasar uma tarefa e dormir um pouco, você a concluirá duas vezes mais rápido no dia seguinte.

Definir desafios com seus entes queridos

A melhor forma de motivação que você pode obter é de seus amigos e familiares. Eles podem buscá-lo quando você está se sentindo mal, parabenizá-lo quando atingir seus objetivos desejados e encorajá-lo quando estiver em uma crise. Você também pode se envolver em um pouco de pressão motivacional, desafiando uns aos outros com várias tarefas.

Recompensar-se

Incentive-se recompensando-se por um trabalho bem feito. Independentemente de serem grandes ou pequenas, suas vitórias empresariais são um marco para o sucesso geral do seu empreendimento. Recompensas motivacionais poderiam ser:

  • Jantar em um bom restaurante;
  • Comprando algo que você sempre quis quando alcançou um marco monetário;
  • Umas férias que você sempre quis tirar.

Finalmente…

A chave para se manter motivado como empreendedor é lembrar por que você embarcou em sua jornada em primeiro lugar. Manter-se positivo e usar algumas das ferramentas descritas acima ajudará você a manter sua carga de trabalho e atingir suas metas. Lembre-se, a chave para o seu sucesso está dentro de você, mas sempre busque a sabedoria dos outros para alcançar seu verdadeiro potencial.

Fonte:  Portal Dale Carnegie.



Fonte: https://portaldalecarnegie.com/como-ter-motivacao-para-empreender/

Vendas do varejo sobem no fim de 2018 e devem crescer em 2019

O Brasil viveu a greve dos caminhoneiros, Copa do Mundo e eleições em um só ano.

Mesmo 2018 tendo sido turbulento para as vendas do varejo, o consumo reagiu na reta final do ano. A Black Friday superou as expectativas e o Natal teve um dos melhores desempenhos dos últimos anos.

Fato é que com tantos acontecimentos, crise e recuperação da economia, 2018 foi um ano positivo para o varejo no Brasil. Depois um período de forte recessão econômica no país, o varejo parece seguir em ritmo de recuperação no país. Os empreendedores que querem aumentar suas vendas devem ficar atentos às tendências do futuro do varejo.

Os consumidores também estão mais confiantes com a economia brasileira. Por isso, no artigo de hoje vamos abordar alguns dados do crescimento das vendas do varejo em 2018 e as projeções para 2019. Continue a leitura e confira!

Crescimento das vendas do varejo no 2º semestre de 2018

O varejo fechou 2018 com um crescimento de 2,8% em relação a 2017. E esta foi a maior alta para o mês de dezembro em quatro anos. Apesar do volume de vendas do varejo ainda não ter alcançado os valores anteriores à crise, os números confirmam a tendência de retomada do varejo no Brasil.

Já as vendas do varejo subiram 2,9% em novembro, mês da Black Friday, comparado a outubro, segundo o IBGE. Este avanço representa a melhor alta do período de toda a história, iniciada em 2000, e o segundo melhor desempenho da série, atrás apenas da alta de 4,0% registrada em janeiro de 2017.

Black Friday recordista de vendas

A Black Friday de 2018 superou todas as projeções e expectativas. A consultoria Ebit projetou um crescimento de 15% para o período, mais houve um aumento de 23% das vendas em relação a 2017.

Os descontos dos produtos ficaram mais agressivos com a aproximação da Black Friday de 2018. No dia exato, os descontos atingiram o pico médio de 26,7%, contra 13,7% de 2017. O faturamento do e-commerce foi de 2,6 bilhões de reais apenas na quinta e sexta-feira da campanha!

A Black Friday já é consagrada como o evento mais importante do varejo, principalmente para as vendas online.  O site do Magazine Luiza, por exemplo, vendeu o equivalente a 15 dias comuns em apenas um dia.

Natal fortalecido novamente

O Natal de 2018 teve o melhor resultado do período desde 2015. Na semana do Natal, a receita cresceu 7,7% em relação à mesma data em 2017 segundo o Índice Cielo de Varejo Ampliado.

De acordo com levantamento da Associação de Lojistas Brasileira de lojistas de Shopping (Alshop), as vendas dos shoppings centers avançaram 5,5% em relação ao Natal do ano anterior.

O e-commerce também registrou um forte crescimento no Natal de 2018. A consultoria Ebit – Nielsen levantou um faturamento de R$ 9,9 bilhões no período, o que representa uma alta de 13,5% em relação ao Natal de 2017.

Crescimento do Varejo em 2019

A expectativa para as vendas do varejo em 2019 é bastante positiva. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o crescimento deve ser de 5,2% em relação a 2018. Isto ocorrerá graças ao aumento do PIB superior a 2%.

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM), que mensalmente é monitorado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, alcançou, em novembro de 2018, o maior valor desde março de 2014.

As boas expectativas do varejo nacional refletem também na queda da taxa de desemprego. Milhares de vagas de emprego para o setor varejista deverão ser abertas nos próximos meses. Novos investimentos também deverão ser realizados ao longo do ano.

Os bons resultados do varejo nacional, apesar de apontarem para uma tendência de crescimento das vendas para 2019, ainda não representam os mesmos níveis alcançados antes da crise. O varejo ainda tem um longo caminho para percorrer. E isto veremos com o decorrer dos meses. Afinal, o ano só está começando.

Por isso, os empreendedores precisam saber inovar e continuar seguindo algumas dicas para driblar a crise. É preciso entender as dores do cliente – e isso é feito através de um atendimento personalizado  – para conseguir efetuar mudanças quando for necessário.

Fonte: Blog PDVend.

Como ter uma liderança inovadora na sua empresa?

Muitos de nós conhecemos uma situação comum em ambientes empresariais.

Você acabou de participar de um programa ou workshop que preencheu sua mente com novas possibilidades para inovar ou talvez tenha lido um livro sobre uma nova abordagem e esteja animado para experimentar os conceitos com sua equipe. Mas no momento em que você leva as ideias e técnicas para o local de trabalho elas parecem diferentes; perdem a força e não parecem tão brilhantes quanto antes, e seu time parece cético em relação às mesmas.

Como você lida com isso? Bem, desenvolver uma liderança inovadora não é exatamente uma tarefa fácil, porque você precisa levar seu aprendizado intelectual e empírico ligado à inovação diariamente para sua equipe.

Além disso, conceitos de inovação podem ser teóricos e abstratos, mas uma liderança inovadora pode ser tudo menos um exercício teórico; você precisa colocar esses conceitos em prática, encontrar formas de aplicá-los na realidade objetiva da empresa. Caso contrário não fará diferença alguma. Afinal, tudo se resume a situações da vida real e, assim, aplicar o aprendizado é vital. Algumas diretrizes para implementar empiricamente um processo de inovação:

1. Defina o tipo de inovação que impulsiona o crescimento e ajuda a atingir os objetivos estratégicos. Quando executivos seniores desejam inovações substanciais na coleta de insights do consumidor, na entrega de serviços ou na experiência do cliente, por exemplo, eles comunicam à equipe o tipo de inovação que eles esperam. Na ausência de tal direção, os colaboradores retornarão com ideias apenas incrementais e muitas vezes familiares, mas não realmente inovadoras e disruptivas.

2. Acrescente inovação à agenda formal em reuniões regulares de liderança. Essa abordagem é um princípio das lideranças inovadoras. Ela envia um sinal objetivo importante aos funcionários sobre o valor que o gerenciamento atribui à inovação.

3. Defina métricas de desempenho e metas para inovação. Os líderes devem pensar em dois tipos de métricas: a financeira (como a porcentagem da receita total de novos produtos) e a comportamental. Quais métricas, por exemplo, teriam o maior efeito sobre como as pessoas trabalham? Suponha que uma empresa exija que 20% de sua receita provenha de produtos lançados nos últimos três anos, essa seria uma forma de definir uma meta para inovação. Os líderes também podem definir métricas para mudar comportamentos, como em uma equipe com dificuldade de buscar referências, pode-se exigir que 25% de todas as ideias sejam provenientes de fontes externas.

Essas três formas ajudam a tomar decisões sobre inovação e envolvem determinar em que tipos ou estratégias se concentrar. Poucos líderes dedicam tempo em metas, métricas e orçamentos para inovação. Isso é relevante, já que os executivos cujas empresas têm tais metas e métricas sentem a maior confiança em suas decisões.

O papel dos grandes líderes: Inovar de novo e sempre

A inovação é um processo iterativo, isto é repetitivo, onde você reflete, age, reflete e age continuamente, transferindo as necessidades de aprendizado tanto para a ação quanto para a reflexão.

Nós não vivemos mais em um mundo onde a resposta certa está apenas em algum lugar, onde podemos simplesmente perguntar à pessoa certa ou ler no livro certo e então nós a temos. Cada vez mais, vivemos em um mundo onde temos que descobrir a melhor resposta fazendo e observando o efeito de fazer e depois refinando todas essas respostas e informações.

Por isso, quando se trata de construir uma liderança inovadora, pequenos passos, facilmente executados e facilmente ajustados, são o caminho a seguir para implementar a aprendizagem; com pequenos passos, a sua equipe irá subir em direção à maestria e trazer outros com eles no caminho.

A maioria das empresas continua a supor que a inovação vem de um gênio individual ou, na melhor das hipóteses, de equipes pequenas e homogêneas de especialistas que concebem grandes ideias. Mas, a maioria das inovações é criada por meio de redes que abraçam a diversidade e a diferença de talentos – quase como um grupo de pessoas trabalhando em concerto musical – em que cada um toca um instrumento.

Inovadores são aqueles que podem ver, semear, crescer e compartilhar oportunidades. A inovação exige um certo tipo de pessoa: eles são exploradores apaixonados em busca de possibilidades infinitas.

Abrir nossas mentes à inovação é fundamental para criar um ambiente de trabalho que permita que as pessoas prosperem. O processo de inovação começa identificando:

  • Como as pessoas querem liderar e serem lideradas;
  • A função que elas podem servir melhor para agregar valor; e
  • As ferramentas necessárias para se adaptar à mudança de maneira positiva e significativa.

Aqui estão algumas ações imediatas que os líderes podem praticar com suas equipes para promover um ambiente de inovação e iniciativa. Elas se aplicam se você está formando uma nova equipe ou renovando uma.

1. Confie em si mesmo o suficiente para confiar nos outros

É preciso ter confiança para fazer as coisas e é preciso ainda mais confiança para fazer algo novo, algo realmente inovador em uma empresa.

Inovação requer quebrar as antigas regras do pensamento e criar novas. Isso significa que cada membro da equipe deve se tornar mais transparente do que nunca. Como tal, cada membro da equipe deve confiar em si próprio o suficiente para confiar um no outro. Quando você consegue conquistar essa confiança, você se torna mais paciente, um ouvinte melhor e, com o tempo, mais grato pelas novas experiências e relacionamentos que estão sendo formados.

Em seguida, recue e reconheça que – com sua capacidade de coexistir com as pessoas de maneira a formar um vínculo familiar – a promessa de uma nova cultura no local de trabalho pode ser concretizada.

2. Colaborar e Descobrir

Não é até você começar a confiar em si mesmo e nos outros que a colaboração real cria raízes. Colaboração não é apenas trabalhar em conjunto, mas também dar saltos de fé para descobrir novas maneiras de pensar e criar melhores resultados.

Você nunca sabe qual ideia será moldada na nova inovação que cria impacto e influencia no mercado – seja um novo processo, produto, embalagem, conhecimento, etc.

3. Comunique-se para aprender

Sem uma comunicação forte, as equipes não conseguem acompanhar seu ritmo e certamente não encontrarão o que estão procurando para construir confiança e colaborar. A maneira como você se comunica define o tom e estimula o pensamento em várias direções que levam à novas inovações.

Uma equipe deve se ver como um laboratório de inovação – constantemente desafiando uns aos outros para aprender com as ideias de cada um e para plantar as sementes para futuras inovações.

4. O enquadramento certo

Um sintoma de enquadramento deficiente é quando há uma grande desconexão percebida entre o que você aprendeu sobre liderança e inovação e a prática desses conhecimentos em sua organização. A resposta é comunicar, comunicar e comunicar. Em outras palavras, dê às pessoas um enquadramento através do qual elas possam enxergar as novas práticas. Há duas coisas para enquadrar: enquadrar o porquê e enquadrar as palavras.

Enquadrar o porquê

Os líderes de inovação devem estar sempre prontos para enquadrar o “porquê” das novas práticas de inovação. Seja em reuniões, em coquetéis, no elevador e na máquina de café expresso, tenha sua história pronta e polida, com uma história para a foto grande e para os degraus ao longo do caminho.

Enquadrar as palavras

Quando você aprende algo novo, não há dúvida de que aprenderá novos termos que ainda não estão em uso na sua organização. Esta linguagem é frequentemente rotulada como jargão. Enquanto novas palavras são necessárias para novas idéias e podem ser excitantes, o perigo está em usar muitas pessoas ou expor as pessoas a elas desnecessariamente.

A chave é ser seletivo, e as novas palavras devem entrar no pensamento da sua organização. Tente resumir as principais palavras novas que serão fundamentais para suas novas práticas de inovação e faça um plano para introduzir essas palavras em toda a organização: um rápido artigo na revista da empresa, um slogan em e-mails internos.

5. O foco certo

Quando se inova por inovar, ou seja a inovação não tem foco nas prioridades das equipes ou da organização, é difícil transferir o aprendizado. Muitas vezes, há foco no conteúdo e não na facilitação de transmissão dele. Por exemplo, uma organização pode ter dado prioridade à inovação e muita atenção é dada às ideias, mas há uma falta de foco no processo em si, por isso, confie no processo e confie nas pessoas. A liderança em inovação deve dar foco à seleção de um bom grupo de pessoa.

Seja um agente da inovação também!

Todo líder deve se tornar um agente de mudança ou enfrentar a extinção. Como tal, suas equipes devem ser igualmente cobradas para fazer o mesmo. Aceitar o papel de agente de mudança significa assumir uma atitude empreendedora, abraçar o risco como o novo normal e começar a enxergar oportunidades em tudo.

Como observou Dale Carnegie: “A melhor maneira de nos prepararmos para o futuro é concentrar toda a imaginação e entusiasmo na execução perfeita do trabalho de hoje.” Que tal começar imediatamente a desenvolver a liderança inovadora em sua empresa?

Fonte: Portal Dale Carnegie.



Fonte: https://portaldalecarnegie.com/como-ter-uma-lideranca-inovadora-na-sua-empresa/

Sociedade LTDA é dispensada de publicar balanço?

Continua gerando grande polêmica a obrigação de publicação de balanços, imposta às sociedades empresárias e as cooperativas de grande porte, conforme atos normativos publicados por algumas Juntas Comerciais.

Essa exigência tem levado grande número de empresas a buscar o Judiciário. Em recente decisão, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) permitiu que Sociedade Empresária Limitada realizasse o arquivamento, perante a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais, de Ata de Reunião de Sócios referente a aprovação de contas, sem a necessidade de publicação prévia do respectivo balanço em jornal de grande circulação e no “Diário Oficial do Estado”.

As Juntas Comerciais fundamentam a obrigação de publicação dos resultados financeiros com base no artigo 3º da Lei 11.638/2007, que estendeu às sociedades empresárias e às cooperativas de grande porte (que possuam ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões) as obrigações impostas às Sociedades por Ações, com relação à escrituração e à elaboração de demonstrações financeiras.

A decisão do TRF-1 segue o entendimento que vem se mostrando predominante em nossos tribunais: a dispensa da publicação exigida pelas Juntas Comerciais sob a ótica de que a legislação não prevê expressamente a publicação dos resultados financeiros e que a natureza da sociedade empresária limitada já confere aos sócios o amplo conhecimento da documentação financeira da empresa, bem como de suas deliberações, sendo desnecessária a publicação em jornal. É importante destacar que as recentes decisões se aplicam apenas às empresas envolvidas nas respectivas ações judiciais, sendo que a empresa que não realizar a publicação prévia pode ser impedida de arquivar a ata de aprovação das contas perante a Junta Comercial competente.

Além disso, os administradores podem ser responsabilizados pessoalmente pelas consequências decorrentes da ausência de aprovação das contas, tais como prejuízos de ordem financeira, impossibilidade de celebração de contratos (em especial com a administração pública), descumprimento da lei e de acordos internos da sociedade.

Considerando que o prazo para aprovação de contas da administração se encerra no próximo dia 30 de abril, é recomendado às empresas de grande porte e principalmente a seus administradores o cumprimento do procedimento imposto pelas Juntas Comerciais ou a adoção das medidas judiciais cabíveis, visando manter em sigilo seus resultados financeiros.

Autor: Priscilla Gonçalves Moreira Turra Fonte: Revista Dedução Anúncio Publicidade Dica Jornal Contábil